É fim de tarde, as luzes amarelas da rua Des. Pedro Silva começam a brilhar e o cheiro de camarão grelhado invade a calçada. Eu chego ao Rancho Açoriano Coqueiros ainda com a brisa do mar no rosto, e a fila de moradores do bairro Coqueiros já forma um pequeno círculo ao redor da entrada. O som das conversas mistura-se ao tilintar de copos, enquanto o garçom traz um prato de bolinho de bacalhau ainda fumegante.
A mesa que escolho fica perto da janela, de onde dá para ver o movimento dos ônibus que passam a cada poucos minutos. O prato que realmente trouxe meus amigos aqui foi a moqueca gratinada, servida em uma panela de barro que parece ter sido tirada de uma casa de pescador. O peixe, macio, se desfaz ao toque do garfo; o leite de coco cria uma cremosidade que abraça o calor da pimenta, e o queijo gratinado forma uma crosta dourada que estala a cada garfada. O preço está em torno de R$ 45, um valor que, segundo os frequentadores, cabe no bolso sem sacrificar a qualidade.
Nas avaliações, a gente encontra relatos que dão vida ao ambiente. Uma cliente escreveu: “A moqueca aqui me fez lembrar das tardes na casa da avó, com o aroma do dendê e do mar”. Outro visitante comentou: “O bolinho de bacalhau é crocante por fora e suculento por dentro, perfeito para começar a noite”. Um terceiro review diz: “O atendimento é rápido, e a cerveja gelada acompanha perfeitamente o pirão que vem ao lado”. Esses três depoimentos mostram por que o lugar atrai tanto os locais quanto quem vem de fora.
O Rancho Açoriano nasceu de uma família que trouxe receitas das ilhas Açores para Florianópolis, adaptando ingredientes locais ao estilo português. A fachada simples, com azulejos azuis e brancos, lembra as casas de pescadores da Europa. Dentro, as mesas de madeira rústica e as redes penduradas criam um clima descontraído, ideal para quem quer fugir do barulho do centro. O cardápio, disponível online, inclui além da moqueca, pastel de nata e um pirão que acompanha a maioria dos pratos de peixe.
Quando o relógio marca 10 da noite, o movimento começa a diminuir, mas a energia permanece. O último prato que peço é um congro de camarão, servido com alho-poró e um fio de azeite. Enquanto saboreio, olho para a rua ainda iluminada e sinto que o Rancho Açoriano Coqueiros não é apenas um restaurante; é um ponto de encontro onde o mar encontra a terra, onde cada prato conta uma história. Volto para casa com o sabor da brisa salgada ainda no paladar, já planejando a próxima visita.






