Mauá da Serra tem um ritmo próprio quando o assunto é comida. A cidade se espalha ao longo da Rod. do Café e da BR‑376, e cada esquina traz um tempero diferente que reflete a vida rural e o trânsito de viajantes. Aqui, o almoço costuma ser caseiro, o lanche tem toque de bar e o jantar pode ser um prato mais elaborado com vista para a serra.
Começo o dia no Restaurante Videira, localizado na Rod. do Café. A fachada tem videiras, e o cardápio oferece opções como arroz carreteiro, feijão tropeiro e um pudim de leite que costuma aparecer nas conversas dos clientes. O preço varia entre R$ 1 e R$ 20, ideal para quem quer um café da manhã reforçado sem gastar muito. O estabelecimento abre às 6h30 de segunda a sábado e serve até 22h nos dias de semana, então dá para chegar cedo e ainda aproveitar um almoço tranquilo. A fila costuma ser curta nos fins de semana, mas vale a pena chegar antes das 9h se quiser escolher a mesa perto da janela.
Para quem prefere um lanche rápido antes de pegar a estrada, a Lanchonete Restaurante Cadeado 376 na BR‑376, km 298, é a escolha certeira. O ponto serve pão de queijo crocante, polenta grelhada e um buffet de comida caseira que inclui carne de panela e salada de maionese. Tudo dentro da faixa de R$ 1 a R$ 20. O horário de funcionamento é amplo: de segunda a sexta das 6h às 22h30, e aos sábados abre só até 10h, enquanto o domingo funciona à tarde, das 17h às 22h. Muitos clientes comentam que o atendimento é rápido, mas nos dias de feira a fila pode chegar a dez minutos. Não deixe de experimentar a pamonha quente, que aparece nas avaliações como destaque.
À tarde, a vibe muda um pouco no Buteko do Gordo, bar na Av. Ponta Grossa, 385. O ambiente tem música ao vivo em algumas noites de sexta. O cardápio de bar traz petiscos como pastel de carne, coxinha de frango e porções de torresmo, tudo por menos de R$ 20. O estabelecimento funciona de segunda a sexta das 7h às 23h e aos sábados no mesmo horário, mas fecha aos domingos. A reputação de ser um ponto de encontro para os moradores faz com que, nos fins de semana, a fila para a mesa do bar seja mais longa, especialmente depois das 20h. Se quiser algo mais substancial, peça o sanduíche de pernil que acompanha batata rústica – preço acessível e sabor marcante.
Para fechar a jornada gastronômica, o ELIM – Café e Restaurante fica no Alto da Serra, frente à balança da BR‑376, km 297. O endereço pode confundir quem vem de carro, mas a vista da serra compensa o esforço. O preço aqui é um pouco mais alto, entre R$ 20 e R$ 40, mas o prato de carne de sol com mandioca e a pamonha cremosa justificam o valor. O café serve também pudim de leite e um pastel de carne bem recheado. O horário é generoso: abre às 7h todos os dias e fecha às 23h, inclusive nas quintas‑feiras, que costumam ser mais movimentadas. Quem chega por volta das 12h costuma encontrar uma fila curta, enquanto o jantar pode exigir espera de quinze a vinte minutos, mas o ambiente tranquilo com mesas ao ar livre vale a pena.
Se você tem apenas um dia para provar o melhor de Mauá da Serra, comece com o café da manhã no Videira, siga para o Cadeado 376 para um lanche antes de pegar a BR‑376, dê um pulo no Buteko do Gordo para um petisco no fim da tarde e encerre com o jantar no ELIM, aproveitando a vista da serra ao cair da noite. O trajeto segue a rodovia principal, com paradas fáceis de encontrar e estacionamento disponível na maioria dos locais. Assim, você sente o ritmo da cidade, prova a comida caseira e ainda tem tempo para observar o movimento dos caminhões que cruzam a região.
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