São Bento do Sul tem um ritmo próprio quando o assunto é comida. A mistura de tradição alemã, influência italiana e o jeito caseiro dos sulistas cria um cardápio que vai do pastel crocante ao churrasco de carneiro. Cada esquina traz um tempero diferente e, ao caminhar pelas ruas do Centro, pelos bairros Alpino e Cruzeiro, dá para sentir o cheiro de café recém-moído e de lenha queimando nas churrasqueiras.

Começo o dia na PRIMAR Restaurante Café Hamburgueria, na SC-418, 9, bairro Oxford. O lugar abre às 6h e tem um balcão cheio de opções: pastel de carne, hambúrguer artesanal com maionese de alho e um suco natural de laranja. Tudo custa entre R$5 e R$15, ótimo para quem quer um lanche rápido antes de pegar o ônibus para o centro. O ambiente é descontraído, com mesas ao ar livre e música de fundo que não atrapalha a conversa. Se houver fila, costuma ser curta, porque a galera local prefere chegar cedo.

Para o almoço, sigo para a Vó Chica - Comida de Vó, na Rua Jorge Lacerda, 233, Centro. O endereço é fácil de achar, logo ao virar da esquina da Praça da Matriz. O buffet caseiro oferece arroz soltinho, feijão temperado, carne de panela e salada de tomate com cebola. Um prato típico que recomendo é o bife à milanesa acompanhado de purê de batata; tudo dentro da faixa de R$10 a R$20. O atendimento é simpático e o ambiente lembra a casa da avó, com cadeiras de madeira e cheiro de comida feita com carinho. Em dias de quarta, o movimento aumenta, mas a fila costuma ser rápida, já que o serviço é por bandeja.

À tarde, a parada é no Rancho do Mendonça, na Rua José Prues, 254, bairro Cruzeiro. O restaurante self‑service abre às 11h30 e serve pratos de fogão a lenha, como costela na brasa, alcatra suculenta e um feijão tropeiro bem temperado. O preço fica entre R$40 e R$60, o que vale pela qualidade da carne e pela cachaça artesanal servida em copos de barro. O interior tem decoração rústica, com panelas de ferro penduradas e luzes de filamento que dão um clima acolhedor. Se chegar perto do horário de pico (12h‑13h), espere uma fila de alguns minutos, mas a espera compensa.
Encerrando a jornada, a Churrascaria Pinus, na Estrada Paraná, 789, bairro Alpino, oferece rodízio de carnes entre R$60 e R$80. O destaque vai para o carneiro no espeto, o frango dourado e o acompanhamento de mandioca frita. O espaço é amplo, com mesas de madeira e música ao vivo nas noites de sexta. Mesmo sendo um pouco mais caro, a experiência completa de escolher o corte e ver o churrasqueiro trabalhar na brasa faz valer cada centavo. O local costuma ficar cheio nos fins de semana; chegar cedo garante um bom lugar sem precisar esperar muito.
Um roteiro fácil para quem tem um dia inteiro: chegue à PRIMAR logo ao abrir, tome um café e experimente o pastel; depois, caminhe duas quadras até a Vó Chica para o almoço tradicional. Depois de um passeio pelo centro, pegue um ônibus rumo ao Cruzeiro e almoce (ou jante cedo) no Rancho do Mendonça. Termine a noite na Pinus, que fica a poucos minutos de carro do Rancho, para fechar com um rodízio de carnes e um brinde de cachaça. O trajeto usa as principais vias da cidade – SC‑418, Rua Jorge Lacerda e Estrada Paraná – e cada parada está bem sinalizada, facilitando a visita mesmo para quem chega de primeira viagem.

