É 9h da manhã e a calçada da Rua Adriano já tem um ponto de encontro improvisado: cadeirinhas dobráveis, um barulho de conversas animadas e o perfume de açúcar queimado que vem da vitrine da Pastícciere Tortas. A fila, que inclui estudantes de design, mães com carrinhos e um casal de avós, avança lentamente enquanto o balconista, com sorriso aberto, entrega a primeira fatia de torta ainda quente. O sol de Belo Horizonte bate nas janelas grandes, refletindo a luz sobre o balcão de mármore onde as tortas repousam como obras de arte.
Dentro, o ambiente mistura o charme de uma confeitaria italiana com detalhes que lembram as casas coloniais da região. As paredes são pintadas de um amarelo suave, e quadros vintage de doces antigos dão um toque nostálgico. O cardápio, disponível na tela ao lado da caixa, lista poucas opções, mas cada uma tem um nome que desperta curiosidade: torta de limão siciliano, torta de chocolate amargo e a famosa torta de morango com creme de ninho. O preço da torta de morango, por exemplo, ronda os R$ 28,90, um valor que os frequentadores consideram justo para a qualidade que recebem.
Os comentários dos clientes são unanimemente entusiasmados. Uma revisora escreveu: “Tudo perfeito, do primeiro olhar ao último pedaço”. Outra destacou: “Um ninho de doces que conquista os olhos e o paladar”. Um terceiro cliente, apaixonado pela decoração, comentou: “A decoração faz sucesso em cada detalhe, dá vontade de tirar fotos o tempo todo”. Essas expressões reforçam a sensação de que cada visita é mais que comer, é viver uma experiência sensorial.
A torta de morango, assinatura da casa, chega à mesa com sua base crocante e recheio de creme pontuado por morangos frescos. Ao provar, a primeira impressão é a textura: a crosta derrete na boca, seguida pela doçura equilibrada do creme que não enche, mas deixa um sabor duradouro de frutas maduras. O preço, R$ 28,90, inclui uma porção generosa que costuma ser compartilhada entre duas ou três pessoas, o que explica por que a fila nunca desaparece totalmente.
Ao fechar a tarde, por volta das 17h30, o movimento diminui, mas a energia ainda vibra. O dono, que começou a confeitaria há dez anos após uma viagem à Itália, conta que o nome “Pastícciere” foi escolhido para homenagear os mestres de pastelaria que o inspiraram. Ele ainda prepara as massas na manhã, garantindo que cada torta tenha a mesma consistência que conquistou os primeiros clientes. O final do dia traz um silêncio confortável, interrompido apenas pelo tilintar de talheres e o sussurro de quem ainda saboreia o último pedaço.
Quando você sai da Pastícciere Tortas, ainda sente o leve perfume de açúcar no ar, como se a rua tivesse guardado um pedaço da doçura para levar consigo. A experiência completa – da fila animada ao último garfo – deixa a certeza de que este é um lugar que vale a visita não só pelos doces, mas pelo jeito como eles contam histórias de família, tradição e paixão pela confeitaria.






