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Um domingo de brunch no Café Hélène

Descubra o encanto matinal do Café Hélène, onde o aroma do café se mistura ao cheiro de pão de queijo recém-saído do forno.

É 9h30 de uma manhã de domingo em Lourdes. O sol entra tímido pelas janelas grandes do Café Hélène, e o ar está carregado de café torrado e açúcar caramelizado. Na bancada, uma fila de clientes aguarda pacientemente enquanto o barista despeja leite vaporizado em copos de vidro. Uma senhora de óculos escuros folheia o menu digital, enquanto duas amigas riem alto, trocando histórias sobre a semana que passou.

O cardápio do Café Hélène, que varia entre R$ 20 e R$ 40, tem um ponto alto que sempre aparece nas conversas: a torta de mirtilo. Servida em um prato de cerâmica, a camada superior brilha com frutas frescas. Ao primeiro garfo, a massa crocante cede, revelando um recheio cremoso que equilibra a acidez dos mirtilos com a doçura do açúcar mascavo. O sabor é ao mesmo tempo suave e marcante, como se cada mordida contasse uma história da infância de quem a preparou. "A torta de mirtilo aqui é a melhor que já comi em BH", e outro acrescentou: "É impossível parar depois da primeira colherada".

Além da torta, o pão de queijo acompanha o café latte, que custa R$ 15 e tem um creme aveludado que cobre a língua como seda. Um visitante escreveu: "O pão de queijo está sempre quente, com a casquinha crocante e o interior macio, perfeito para mergulhar no latte". "A decoração com azulejos azuis e o toque de madeira criam um clima aconchegante, ideal para trabalhar ou encontrar amigos". O sistema de pedidos por tablet permite que os clientes escolham rapidamente entre opções de brunch, doces e pratos leves, mantendo a fluidez do serviço mesmo nos dias mais movimentados.

A história do Café Hélène começou há dez anos, quando os fundadores, apaixonados por cafés europeus, decidiram trazer um pedacinho de Paris para o bairro de Lourdes. Eles escolheram a Rua Santa Catarina pela movimentação e pelo charme das construções antigas. Hoje, a equipe inclui baristas treinados que aprendem a arte do latte art, e chefs que testam novas combinações de sabores a cada estação. O local atrai estudantes da Universidade Federal de Minas Gerais, freelancers que aproveitam a boa conexão Wi‑Fi e famílias que vêm pelo brunch de fim de semana.

Ao fechar a conta às 14h, o aroma ainda paira no ar, e a rua lá fora parece mais viva. O barista entrega a última xícara de café com um sorriso, lembrando que o próximo brunch será na quarta‑feira, dia de “Quartas‑feiras tudo”. A experiência deixa a sensação de que, mesmo sem ter visitado o lugar antes, já se conhece cada canto, cada cheiro e cada sabor que o Café Hélène oferece.

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