É 13h de uma quarta-feira de outono e a rua Curitiba vibra com o burburinho dos carros que passam. Dentro do Nino Cucina, o aroma de alho dourado e manjericão fresco invade a entrada, enquanto mesas de madeira recebem um fluxo constante de clientes que trocam risos e garfos. O som das panelas chiando na cozinha se mistura ao som de conversas animadas, criando um pano de fundo que faz qualquer um se sentir em casa.
Ao me sentar, o garçom me entrega o cardápio digital; logo de cara, o destaque vai para o Polpetone, prato que aparece nas avaliações como “fantástico”. O Polpetone chega à mesa em uma travessa de cerâmica rústica, coberto por um molho de tomate levemente picante, finalizado com lascas de parmesão que derretem ao toque. Cada mordida combina a maciez da carne com a leve crocância da crosta, enquanto o molho traz um equilíbrio entre acidez e doçura que lembra as tardes de domingo na casa da avó. O preço, R$ 130, encaixa perfeitamente na faixa de R$ 120–140 anunciada pelo restaurante.
Os frequentadores falam do ambiente como se fosse um ponto de referência da cidade. “O atendimento é sempre educado, o Pablo lembra de todos os clientes”, escreveu um usuário chamado Adriano. Outro comentário de Cássio elogia a rapidez do serviço: “Cheguei às 19h, fui atendido em poucos minutos e ainda consegui provar o duo gourmet, que vale cada centavo”. Já Tarcísio, que costuma vir nas sextas‑feiras, descreve a experiência como “fantástica” e destaca a consistência do prato do dia, que nunca decepciona. Essas vozes, espalhadas pelos 2 805 reviews, revelam um lugar onde a atenção ao detalhe e a hospitalidade são tão importantes quanto a comida.
A história do Nino Cucina começa em 2015, quando o chef italiano Marco Nino decidiu trazer ao bairro de Lourdes um pedacinho da Toscana. Ele trouxe a tradição das massas artesanais e a paixão por ingredientes frescos, criando um espaço que mistura o charme de uma trattoria familiar com a modernidade de um restaurante urbano. O interior, iluminado por luzes amareladas, exibe paredes de tijolos à vista e uma bancada de pedra onde o pizzaiolo prepara as pizzas à lenha, embora o foco aqui seja a cozinha de prato quente. A combinação de tradição e inovação atrai tanto moradores quanto turistas que buscam uma experiência gastronômica autêntica.
Ao final da refeição, o relógio marca 15h30 e o movimento começa a diminuir. Ainda assim, o cheiro de pão recém‑assado permanece no ar, lembrando que a próxima rodada de clientes já está a caminho. Saio do Nino Cucina com a sensação de ter participado de um ritual culinário que vai além do prato: é a conversa, o sorriso do garçom, o brilho dos talheres. Na próxima visita, pretendo experimentar o risoto de camarão que, segundo a carta, está na mesma faixa de preço, e quem sabe descobrir outro segredo que a cozinha guarda.






