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Depois da meia-noite em Coruripe: onde comer até tarde — Maio 2026

Coruripe ganha outro ritmo depois das 22h, com ruas iluminadas, sons de música ao longe e alguns lugares que ainda servem comida quente para quem não quer voltar para casa ainda.

Quando o relógio marca dez da noite, as ruas de Coruripe mudam de ritmo. As luzes amarelas dos postes lançam sombras nas calçadas de Enseada dos Caetés, enquanto o som de um forró distante mistura‑se ao murmúrio dos poucos carros que ainda circulam. Bares perto da Praça Central começam a esvaziar, mas alguns estabelecimentos mantêm as portas abertas para quem ainda tem fome.

A primeira parada costuma ser a 🐂Churrascaria e Restaurante Zé Do Bode, na Rua Comendador Tércio Vanderlei, 993, no Centro. O local fecha às 17h nos dias úteis e às 15h aos sábados, então serve como ponto de encontro antes da madrugada. O prato que não pode faltar é a costela suculenta, servida com mandioca frita e um molho caseiro que lembra o tempero da avó. O preço varia entre R$ 1 e R$ 20, perfeito para quem quer um lanche reforçado sem gastar muito. O ambiente tem aquele cheiro de carvão que lembra churrasco de fim de semana, e o barulho das conversas de clientes que ainda esperam o último pedido cria uma atmosfera descontraída.

Um pouco mais adiante, na Enseada dos Caetés – Poxim, está a Cabana Karraspana. O horário de funcionamento vai até as 17h de terça a domingo, e a segunda‑feira está fechada. Apesar do horário limitado, a cabana atrai quem busca algo mais robusto depois de um dia de praia. A farofa de camarão, acompanhada de feijão bem temperado, é o destaque, e o preço fica entre R$ 20 e R$ 40. A estrutura lembra um quiosque de praia, com mesas de madeira e uma brisa constante que traz o cheiro do mar. O Wi‑Fi gratuito atrai grupos de jovens que ainda trocam mensagens enquanto esperam a refeição.

A terceira opção é a Barraca Maré Alta, localizada em Enseada dos Caetés – Lagoa do Pau. Ela fecha às 16h de segunda a sexta e sábado, e às 17h no domingo, mas ainda consegue atender quem chega mais cedo na noite. O prato estrela é a moqueca de peixe, servida com arroz branco e um toque de dendê que deixa o paladar aquecido. Não há faixa de preço definida, mas os clientes comentam que o valor é justo para a qualidade. O ambiente é simples, com barracas de madeira e redes penduradas, e o som das ondas ao fundo cria um cenário perfeito para quem quer comer ao ar livre.

Se a madrugada avançar e a fome bater depois das três da manhã, a cidade ainda tem opções improvisadas: vendedores ambulantes que surgem nas esquinas próximas à estação de ônibus, oferecendo pastel quente ou um copo de café forte. Esses pontos não aparecem na lista oficial, mas são a salvação para quem ainda não conseguiu dormir. Assim, mesmo quando as portas dos restaurantes se fecham, Coruripe garante que a noite nunca termina sem um prato para aquecer o corpo e a alma.

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