É uma tarde quente de sábado, o relógio marca 13h30 quando entro na porta de madeira do Restaurante Alentejo. O cheiro de azeite e alho invade a entrada, misturando-se ao som de conversas descontraídas e ao tilintar de taças. Um casal de turistas, ainda suados da caminhada pela Praça da Saudade, já ocupa a mesa ao fundo, enquanto um grupo de trabalhadores locais ri alto ao dividir uma garrafa de vinho verde.
O salão tem paredes de azulejos portugueses que lembram a casa da avó, mas o que realmente prende a atenção é a mesa central, onde o prato de bacalhau chega em um prato de cerâmica branca, acompanhado de batatas ao murro e um fio generoso de azeite. O bacalhau, macio e levemente salgado, derrete na boca, enquanto as batatas crocantes dão contraste de textura. O garçom traz um copo de Vinho Verde da casa, fresco e levemente cítrico, que corta a riqueza do peixe. O preço está dentro da faixa de R$ 160–180 que o restaurante indica, tornando a experiência acessível para quem busca algo especial sem exageros.
Os comentários dos clientes reforçam o que eu já sentia. Uma revisão recente diz: “Tudo perfeito, do ambiente ao prato, voltarei sempre”. Outro cliente escreve: “Bacalhau maravilhoso, sabor autêntico de Portugal, vinho bem escolhido”. Uma terceira voz menciona: “Vinhos excelentes, serviço atencioso, ambiente acolhedor”. Essas frases aparecem repetidamente nas avaliações, destacando o ponto forte do Alentejo: a combinação de comida caseira, boa carta de vinhos e um espaço que faz a gente esquecer que está na Amazônia.
A história do restaurante começa com a família Silva, imigrantes de Alentejo que chegaram a Manaus nos anos 2000. Eles abriram o espaço para compartilhar a culinária da terra natal, trazendo receitas que passaram de geração em geração. O cardápio, embora enxuto, inclui opções como arroz de marisco, caldo verde e, claro, o bacalhau à lagareiro que se tornou a estrela. O horário de funcionamento permite jantar a partir das 19h nos dias de semana, mas o almoço de sábado e domingo é o ponto alto, com filas que começam a se formar já às 11h30.
Ao sair, ainda com o aroma do azeite no ar, vejo a fachada iluminada pela luz do entardecer, a placa de azulejos refletindo as cores do céu amazônico. A experiência no Restaurante Alentejo vai além da comida; é um convite para sentar, conversar e deixar que o tempo desacelere, mesmo que por algumas horas. Se você ainda não conhece, marque na agenda: 7 de julho, às 13h, no R. Pará, 555 – o sabor de Portugal espera por você em Manaus.






