É meio-dia na BR‑101, km 112. O sol bate na fachada simples da Dona Nininha Churrascaria, e o ar se enche de fumaça de carvão. Famílias chegam em carros antigos, crianças correm pelo estacionamento enquanto o som de música regional escapa das portas entreabertas. O cheiro de carne assando no espeto já chama a atenção antes mesmo de entrar.
Dentro, o ambiente mistura mesas de madeira rústica com cadeiras de ferro. O balcão de buffet exibe cortes de carne já prontos, arroz branco soltinho e farofa crocante. O prato que domina a conversa é o tradicional churrasco de picanha, servido em fatias generosas, temperado apenas com sal grosso. Cada mordida traz a suculência da carne, o leve toque de fumaça e a textura macia que só um fogo bem controlado consegue dar. O preço está alinhado ao que se costuma encontrar na região, tornando a experiência acessível para quem vem em família.
Os frequentadores comentam que o ponto alto é a atenção ao detalhe: o garçom sempre oferece um copo de água gelada e pergunta se a carne está no ponto desejado. Uma cliente escreveu que o atendimento faz o almoço parecer uma reunião de amigos, enquanto outro visitante destacou que o espaço tem um canto reservado para crianças, com brinquedos que mantêm os pequenos entretidos durante o almoço. A música ao vivo nas tardes de sábado cria um clima descontraído, e o estacionamento amplo evita o stress de procurar vaga.
A história da Dona Nininha remonta à década de 1990, quando a fundadora, conhecida como Dona Nininha, começou a servir churrasco na própria casa. Hoje, o restaurante mantém a mesma receita de família, mas ampliou a estrutura para atender à demanda crescente. O legado de qualidade ainda se reflete nos comentários que elogiam a limpeza dos banheiros e a disponibilidade de estacionamento, aspectos que muitas vezes passam despercebidos, mas que fazem diferença no dia a dia.
Ao final da tarde, quando o sol começa a se pôr, o movimento diminui. As mesas ficam vazias, mas o cheiro da carne ainda paira. Saio da Dona Nininha com a sensação de ter participado de um ritual que une gerações, onde o simples ato de compartilhar um prato de churrasco se transforma em memória afetiva. Alagoinhas tem esse lugar que, sem alarde, oferece o que há de melhor na culinária de carne da região.






