Quando o sol se põe sobre a Chapada dos Veadeiros, as ruas de Alto Paraíso mudam de ritmo. A Av. Ary Valadão Filho ainda tem o som de violões misturado ao burburinho de mochileiros e alguns quiosques com a porta aberta. O clima é de gente que quer esticar a noite, trocar histórias e, claro, encontrar algo para comer antes de seguir o caminho de volta ao albergue.
A primeira parada que sempre aparece nas conversas é a Vendinha 1961, localizada no número 787 da Av. Ary Valadão Filho, no coração do Centro. Ela mantém as portas abertas até 01:00 nas sábados, oferecendo um self‑service que mistura pastel crocante, carne de sol suculenta e filé mignon ao ponto. O ambiente tem um toque de modernidade – os pedidos são feitos em tablets – e costuma ficar cheio de grupos que chegam do bar ao lado. Uma cliente escreveu que o “pequi no prato de hoje foi surpreendente, cheira a mata e tem aquele toque de terra”. O prato recomendado para quem chega faminto é o combo de pastel de carne de sol com um copo de cerveja artesanal da região.
Se a madrugada ainda estiver fresca, a Vila Toá Restaurante na Rua 4 oferece um refúgio até as 22:00 nas quintas‑feiras. Apesar de fechar antes da Vendinha, o espaço tem um clima mais intimista, que combina bem com o risoto de açafrão que o chef costuma preparar. Os viajantes que chegam depois de um show na Praça Central comentam que o serviço é rápido e que o filé mignon ao molho de cupuaçu vale a pena a visita. Uma avaliação destacou: “A vista do pôr‑do‑sol da varanda faz o jantar ainda mais especial”.
Para quem ainda tem energia antes das 19:00, o Café com Graça – Veadeiros, na Av. Ary Ribeiro Valadão Filho Quadra 46, lote 4 loja 2, serve doces artesanais, tapioca recheada e até um empadão goiano. O local fecha às 19:00 nos dias úteis, mas vale a pena passar rapidamente para pegar um choux cream ou um banoffee antes de seguir para a próxima parada. A clientela costuma ser composta por mochileiros que ainda não se acomodaram, e o aroma de pão de queijo recém‑saído do forno costuma atrair olhares curiosos.
Quando o relógio marcar 02:00 e a fome ainda apertar, a única certeza é que a Vendinha 1961 ainda estará de portas abertas, pronta para servir quem não quer parar. É o ponto de encontro da madrugada, onde o cardápio simples e a energia do lugar garantem que ninguém volte para o hostel de barriga vazia.

