É 7h30 da manhã na Praça José Nogueira de Sá. O sol ainda timidamente ilumina o calçamento de pedra, e a fila na Cafeteria clalua já começa a se formar. O aroma de café recém-moído se mistura ao perfume doce das tortas que saem do balcão quente. Jovens estudantes, trabalhadores de escritório e senhoras da vizinhança trocam sorrisos enquanto esperam seus pedidos, e a música ambiente, baixa e alegre, cria um pano de fundo acolhedor.
Dentro, o balcão de madeira revela uma vitrine cheia de opções: pão de queijo crocante, empadão de frango suculento e a famosa torta de chocolate, servida a R$ 12,00. O chocolate quente, vendido a R$ 8,00, chega em uma caneca de cerâmica que ainda conserva o calor das primeiras horas do dia. Um cliente escreveu: “Chocolate quente perfeito, derrete na boca”. Outro visitante, ao provar a torta, comentou: “Torta de doce de leite, textura macia e sabor intenso”. A terceira voz, mais discreta, elogiou o atendimento: “Atendente muito educado, faz a diferença”. Essas frases revelam o que nos faz voltar sempre.
A história da clalua começou há dez anos, quando dois amigos decidiram transformar um antigo quiosque em um ponto de encontro para quem busca conforto e qualidade sem gastar muito. O preço, entre R$ 1 e R$ 20, permite que estudantes comprem um lanche completo e ainda guardem troco para o próximo. O cardápio, embora simples, destaca a torta de limão, leve e refrescante, que combina a acidez da fruta com a doçura da massa, custando R$ 10,00. O empadão, recheado com frango desfiado e azeitonas, oferece uma crocância que contrasta com o recheio cremoso, preço R$ 11,00. Cada prato parece pensado para ser compartilhado, e a mesa de madeira convida a conversas longas.
Durante o almoço, por volta das 13h, a cafeteria ganha vida com o som de talheres e conversas animadas. Os frequentadores habituais pedem o pão de queijo, ainda quente, acompanhado de um café espresso forte. Um estudante relata: “O pão de queijo aqui tem a crosta certa, o interior macio, perfeito para recarregar as energias antes da aula”. A rapidez do serviço, mesmo na hora do pico, surpreende: o atendente entrega o pedido em menos de cinco minutos, mantendo a qualidade.
Ao cair da tarde, a clalua se transforma novamente. O horário de fechamento às 20h traz um público que busca um refúgio após o trabalho. O ambiente, iluminado por luzes suaves, convida a quem deseja um chocolate quente ou um doce simples antes de partir. Um cliente de passagem escreveu: “Música ambiente agradável, ideal para relaxar depois de um dia corrido”. A combinação de sabores familiares, atendimento gentil e localização estratégica faz da Cafeteria clalua um ponto de referência para quem quer começar ou terminar o dia com um toque de conforto.
Voltando ao início da manhã, o cheiro ainda paira no ar quando a última xícara de café é servida. A experiência se completa ao observar a praça cheia de vida, impulsionada por pequenas histórias que se cruzam na clalua. Cada visita deixa uma lembrança: o sabor da torta, o calor do chocolate, a cordialidade do atendente. É assim que um simples café se torna parte do cotidiano de Belo Horizonte, lembrando que os melhores momentos muitas vezes nascem nas esquinas mais próximas.






