É 7h da manhã e a fila já se forma na frente da Cardabelle Padaria Francesa, na SHCN CL 403 Bloco E loja 41. O barulho das conversas mistura‑se ao tilintar das xícaras e ao perfume de massa recém‑salgada, enquanto o sol ainda se arrasta pelos corredores do Setor Comercial Norte. Um casal de estudantes, um entregador de aplicativo e uma senhora ocupam a primeira fileira do balcão, todos aguardando o famoso croissant de amêndoas.
Quando o croissant chega, a camada externa se quebra, revelando um interior macio que derrete na boca. A manteiga francesa, levemente adocicada, combina com o toque crocante das amêndoas torradas, e o recheio de creme de confeiteiro traz notas de baunilha. O preço, R$ 28, parece justo para a qualidade que se sente a cada mordida. Uma cliente comenta: "Esse croissant me lembra as manhãs em Paris, mas com o calor de Brasília". Outro visitante, fã de cafés, acrescenta: "O cappuccino aqui tem a espuma perfeita, não muito doce, e combina exatamente com o croissant". Um terceiro cliente destaca: "Vim aqui todo sábado e sempre encontro o rolo de nova‑iorquino, que tem um sabor único, levemente ácido e muito refrescante".
A história da Cardabelle começou quando a fundadora, uma francesa expatriada, decidiu trazer ao Planalto Central um pedacinho da sua terra natal. O balcão de madeira ainda guarda as primeiras receitas que ela trouxe de Lyon, adaptadas ao paladar brasileiro. Entre os itens do cardápio, o croque monsieur – sanduíche quente com presunto, queijo e molho bechamel – tem sido elogiado como comida reconfortante para o almoço, custando R$ 34. As tardes são marcadas por uma música ambiente suave, que cria um clima descontraído. Os frequentadores citam a rabanada de canela, servida quente com açúcar caramelizado por cima, por R$ 22.
A rotina da padaria segue de segunda a domingo, das 08:00 às 20:00, atendendo quem chega cedo para o café da manhã e quem busca um lanche no fim da tarde. O interior, com mesas de ferro e luminárias pendentes, reflete um estilo que contrasta com o ritmo acelerado de Brasília. Nas sextas‑feiras, a música ao vivo atrai um público ainda maior, e os clientes dizem que o ambiente funciona como um pequeno refúgio da correria da capital. "A Cardabelle tem o melhor croissant que já provei fora da Europa", afirma um turista que visita a cidade a cada três meses.
Ao fechar as portas às 20h, o aroma de pão permanece, lembrando quem passou por ali que a experiência vai além do alimento – é um ponto de encontro, um ritual matinal. Voltar ao balcão na manhã seguinte, observar a fila e sentir o aroma, com a certeza de que o croissant de amêndoas continuará a ser motivo de sorrisos nas manhãs de Brasília.
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