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Bilisco – o bar que transforma quartas em festa na Asa Norte

Nas quartas‑feiras, o Bilisco vibra com aromas de croquete e mate, oferecendo um rodízio de petiscos que deixa a galera da Asa Norte pedindo mais.

É 19h de quarta‑feira e a fila na porta do Bilisco já começa a sussurrar. O cheiro de fritura mistura‑se ao perfume doce‑amargo da batida de cupuaçu que vem da cozinha aberta. Dentro, a luz amarelada reflete nos copos de cachaça de jambu, enquanto o som da conversa sobe e desce como uma trilha sonora improvisada. O movimento é constante, mas há um ritmo: quem chega primeiro garante o primeiro croquete, quem vem depois se contenta com o pastel de tucupi que ainda está quente.

O Bilisco nasceu de um projeto de amigos que queriam um ponto de encontro descontraído na Asa Norte. O espaço, antes um pequeno armazém, foi transformado em um bar de belisco com bancada de madeira rústica e mesas de ferro. As paredes carregam grafites feitos pelos próprios clientes, criando um mural vivo que muda a cada noite. O horário de funcionamento – de 12h a 00h nas quartas – permite que o bar seja ponto de parada tanto para o almoço tardio quanto para a madrugada de quem saiu do parque da Torre.

O prato‑cabeça do cardápio é o croquete de carne de lata, servido em porções de seis unidades por R$ 12. Cada mordida começa com uma casquinha crocante que estala ao toque dos dentes, revelando um recheio suculento de carne temperada com pimenta de cheiro e um leve toque de quiabo. O interior do croquete mantém a umidade da carne, enquanto o exterior traz aquele perfume de óleo quente que faz a boca salivar antes mesmo de provar. Os frequentadores comentam que o croquete é “o melhor da cidade”, e a combinação com a cachaça de jambu faz a experiência ainda mais memorável.

Além do croquete, o Bilisco oferece pastel de tucupi por R$ 8, recheado com camarão e um fio de azeite de dendê que traz a acidez típica da região Norte. A batida de cupuaçu, vendida a R$ 15, mistura a fruta amazônica com gelo e um toque de leite condensado, criando um refresco que equilibra a gordura dos petiscos. O preço geral varia entre R$ 40 e R$ 60, o que inclui uma rodada de drinks e um prato de beliscos à escolha. A variedade faz com que o bar agrade tanto quem vem para um petisco rápido quanto quem quer passar a noite inteira experimentando tudo.

Ao fechar a noite, por volta das 23h30, o bar ainda pulsa com risos e o tilintar dos copos. A fila diminui, mas o aroma dos últimos croquetes ainda paira no ar, lembrando a todos que o Bilisco não é apenas um lugar para comer, mas um ponto de encontro onde a conversa flui tão livremente quanto a cachaça. Se você ainda não cruzou a porta na próxima quarta, prepare o apetite e venha sentir o ritmo que só o Bilisco sabe criar.

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