É 7h30 na Q. 101, Loja 7, em Águas Claras. O sol ainda luta para atravessar as sombras das árvores quando o primeiro cliente chega, um estudante de arquitetura ainda carregando a mochila cheia de livros. O cheiro de caldo quente, levemente temperado, já flutua na porta aberta, misturando-se ao perfume de folhas de shimeji frescas que o chef corta na hora. O barulho suave das conversas se mistura ao som distante de um anime que passa em um monitor na parede, criando um cenário que parece um pequeno refúgio japonês no coração de Brasília.
Ao entrar, o ambiente revela paredes decoradas com ilustrações de personagens de anime, luzes de neon que dão um tom acolhedor, e mesas de madeira que convidam a ficar. O cardápio, acessível pelo link do TakeAt, destaca o ramen de shimeji como a estrela da casa, servido em tigela de cerâmica por R$ 28. O caldo, descrito pelos clientes como “temperado na medida certa”, tem uma cor dourada que reflete a luz, enquanto os fios de macarrão se entrelaçam como fios de vida. Ao provar, sente-se a textura macia do shimeji, o toque sutil do alho e a leve picância do óleo de gergelim, tudo equilibrado em um gole que aquece até a última fibra do corpo.
“Tudo perfeito, do ramen ao atendimento”, escreveu um cliente no Google Reviews, ressaltando a rapidez do serviço mesmo durante a hora do almoço. Outro visitante, fã de anime, comentou: “O ambiente tem vibe de anime que deixa tudo mais divertido, dá certeza de vida”. Já um terceiro destacou: “O caldo é tão temperado que dá certeza de vida, é impossível não voltar”. Essas palavras ecoam nas mesas, onde grupos de amigos, famílias e trabalhadores de escritório se reúnem para recarregar as energias. A maioria das avaliações menciona a simpatia da equipe, que sempre tem um sorriso e recomenda o shimeji para quem ainda não conhece.
O Kiyoko Lamen abre suas portas às 18h30 de segunda a sexta e nos fins de semana, mas nos dias de semana a madrugada ainda tem espaço para quem deseja um lanche tardio. A rotina do restaurante, embora focada no jantar, permite que os primeiros clientes aproveitem o ramen antes do pico da noite. A estratégia de manter o cardápio enxuto, com preços entre R$ 20 e R$ 40, garante que a qualidade não seja sacrificada por custos. Cada visita revela um detalhe novo: a música de fundo que muda a cada hora, a atenção ao detalhe na apresentação dos pratos e a sensação de que, mesmo em Brasília, se pode encontrar um pedacinho do Japão.
Ao sair, já é quase 9h, e o estudante de arquitetura, agora com a tigela vazia, agradece ao chef que ainda está preparando o próximo lote de ramen. Ele sai com o estômago cheio e a mente leve, pronto para enfrentar a aula de desenho. O Kiyoko Lamen permanece ali, firme, oferecendo mais do que comida – oferece um ritual matinal que transforma um simples café da manhã em uma experiência sensorial completa.






