É 19h30 numa sexta-feira de verão e eu já estou na varanda do LAGO Restaurante, com o lago refletindo o céu laranja. Ao meu redor, casais conversam em voz baixa, o som dos talheres se mistura ao leve barulho das ondas. O cheiro de azeite, alho e bacalhau recém‑assado chega antes mesmo de eu abrir a porta da cozinha, prometendo uma experiência que vai além do prato.
O restaurante fica na Rua das Habitações Individuais Sul, QI 5, no bairro Lago Sul, um dos pontos mais tranquilos de Brasília. Fundado por um casal apaixonado por frutos do mar, o espaço combina um jardim bem cuidado com uma decoração que lembra uma casa de pescador moderna. O cardápio, que varia entre R$ 120 e R$ 140, traz clássicos da cozinha brasileira reinterpretados com um toque sofisticado. Nas noites de sexta e sábado, a sala se enche de música ao vivo, mas a atenção permanece no prato principal.
O prato‑estrela é o bacalhau à lagosta, servido em uma travessa de cerâmica branca. O bacalhau, dessalgado na medida certa, tem a carne macia que se desfaz ao toque da faca. Ao lado, a lagosta grelhada traz uma carne rosada, levemente caramelizada, que contrasta com o purê de batata‑doce aveludado. Um fio de azeite de oliva extra virgem e folhas de salsa fresca finalizam a apresentação, enquanto o perfume de alecrim perfuma o ar. O preço gira em torno de R$ 130, o que para a qualidade dos ingredientes e o cuidado na preparação parece justo.
Os frequentadores falam do ambiente como “um jardim que abraça”. Uma família que veio para o almoço de domingo comentou que o risoto de camarão “é como um abraço quente”. Um casal de turistas descreveu a experiência como “a melhor descoberta gastronômica da viagem”. E um cliente regular, que já visita o local há dois anos, garante que a carta de vinhos, com rótulos nacionais e importados, “completa perfeitamente cada prato”. Esses relatos reforçam a sensação de que o LAGO não é apenas um restaurante, mas um ponto de encontro onde a comida cria memórias.
Ao final da noite, quando as luzes internas se misturam ao reflexo do lago, volto para a varanda e observo o mesmo cenário, agora mais calmo. O prato ainda está no prato de quem ainda não terminou, mas a conversa já se transformou em risadas suaves. Saio do LAGO Restaurante com a certeza de que, em Brasília, há um cantinho onde a tradição do bacalhau encontra a modernidade do lago, e onde cada visita se torna uma história para contar.






