É 22h na R. Victor Meirelles. A entrada do Bugio Centro recebe um grupo de jovens que chegam batendo na porta, rindo e trocando histórias. O som da bateria já começa a ecoar, preparando o terreno para a noite que se desenrola.
Dentro, as mesas de madeira gastas convivem com iluminação que acompanha o ritmo do forró ao vivo. O balcão está cheio de garrafas de cachaça artesanal, e o bartender serve caipirinhas. O ambiente tem um ar democrático; todo mundo parece parte de um mesmo rolê, do estudante ao executivo que escapou da rotina.
A Feijoada da Casa, servida por R$45, está no cardápio do Bugio Centro. O caldo contém feijão preto, carne seca, linguiça e pedaços de carne de porco. Cada garfada combina as carnes com a folha de louro, enquanto o arroz acompanha a farofa. Ao lado, há uma fatia de laranja que acompanha o prato.
Os frequentadores comentam com entusiasmo. "A energia do Bugio é contagiante, dá vontade de ficar até o amanhecer", escreve Ana em sua avaliação. Carlos, que visita todo fim de semana, afirma: "A feijoada me fez lembrar da minha avó, cada colher traz conforto e sabor de casa". Já Luiza destaca o atendimento: "O pessoal trata todo mundo como amigo, o clima é sempre democrático e acolhedor". Esses relatos revelam porque o bar se tornou ponto de encontro para quem busca música ao vivo, comida caseira e um espaço onde a cultura local se manifesta sem frescura.
Quando o relógio marca 2h, a pista ainda vibra. O samba de raiz dá lugar ao choro, e a multidão continua. O Bugio Centro não é apenas um bar; também funciona como um pequeno palco para a cultura florianopolitana. Saio do local satisfeito, pronto para voltar na próxima sexta-feira.






