É sexta‑feira, 19h30, e a rua Juíz Amaro Bezerra vibra com o som de conversas animadas. Dentro de Kanpai Sushi Temaki e Cia., o ar está carregado de atividade. O balcão está repleto de bandejas, cada uma trazendo nigiri, temaki e rolinhos. Um casal de amigos ri enquanto escolhe o próximo prato, e o sushiman prepara o peixe cuidadosamente.
O cardápio não tem preços listados, mas a experiência de rodízio permite provar tudo. O destaque, segundo quem volta sempre, é o temaki de salmão com cream cheese e cebolinha, servido por R$ 28,00. O salmão, levemente marinado, derrete na boca, enquanto o cream cheese traz um toque cremoso que equilibra a acidez do arroz temperado com vinagre. Outro favorito é o sushi de atum picante, R$ 32,00, que combina a picância do molho yuzu com a textura firme do atum, finalizando com sementes de gergelim torrado que dão um crocante inesperado.
Um cliente escreveu: "O ambiente é descontraído, mas a qualidade do peixe é impecável, parece que o sushi chega direto do mercado de peixe de Tóquio". Outra avaliação menciona: "Adoro a variedade do buffet, tem opções para quem gosta de pratos mais tradicionais e para quem curte ousar". Um terceiro comentário destaca: "O serviço é rápido, o pessoal é simpático, e o rodízio tem promoções que valem muito a pena". Essas falas revelam porque o Kanpai virou ponto de encontro tanto para quem procura um jantar rápido quanto para quem quer celebrar uma ocasião especial.
A história do lugar começa com Maycon, um entusiasta da culinária japonesa que decidiu abrir seu primeiro restaurante em Cabo Branco há oito anos. Ele trouxe a ideia de um rodízio self‑service, permitindo que cada cliente monte seu prato à medida que as bandejas chegam. O espaço, antes uma pequena lanchonete, foi remodelado, e a entrada oferece um ambiente tranquilo antes de entrar na agitação do balcão. A equipe, liderada por Yuri, mantém a promessa de frescor: o peixe é entregue diariamente e preparado na hora.
Ao fechar a noite, por volta das 22h30, o movimento diminui, mas a energia permanece. O último cliente ainda saboreia um nigiri de enguia caramelizada, R$ 30,00, que deixa um rastro doce e levemente defumado. O sushiman limpa a bancada, e a iluminação cria sombras suaves. Saio do Kanpai com o paladar ainda lembrando o toque suave do arroz e a brisa marítima que atravessa a porta aberta. Agora, quem ler este texto pode imaginar a cena, sentir o cheiro do gengibre e entender por que o lugar tem tanto carinho entre os joaopessoenses.
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