É sexta‑feira, 22h, e a rua Arthur Thomas vibra com o som de guitarras elétricas que escapam da porta aberta do Matriarca Pub. O cheiro de cerveja fresca mistura‑se ao aroma de fritura que vem da cozinha, enquanto um grupo de amigos ocupa a mesa da esquina, rindo alto e brindando ao ritmo da banda que toca ao vivo. A iluminação baixa faz o neon da fachada brilhar como um convite silencioso para quem ainda não conhece o lugar.
Ao entrar, o balcão de torneiras chama a atenção: dezenas de garrafas alinhadas, rótulos coloridos e o bartender servindo com a mesma destreza de um músico afinando seu instrumento. O cardápio de petiscos, embora simples, tem destaque – o bolinho de bacalhau, crocante por fora e macio por dentro, vem com um toque de limão que corta a intensidade da IPA da casa, preço R$ 25,00. Outro favorito dos frequentadores é a tábua de queijos artesanais, acompanhada de geleia de pimenta, que custa R$ 38,00 e costuma ser dividida entre quatro pessoas durante a madrugada.
“Ambiente incrível e som de rock que não deixa ninguém parado”, escreveu Ana em 2023, lembrando da primeira vez que entrou para curtir a playlist de clássicos. João, outro cliente assíduo, comentou: “As opções de cervejas artesanais são surpreendentes, especialmente a IPA da casa, que combina perfeitamente com o bolinho de bacalhau”. Carlos, que vem ao Matriarca todo fim de semana, reforçou: “Adoro a carta de petiscos, o bolinho de bacalhau com limão combina perfeito com a cerveja”. Essas falas ecoam nas paredes decoradas com pôsteres de bandas lendárias, reforçando a identidade do pub como ponto de encontro para amantes de rock e boa bebida.
A história do Matriarca começou em 2015, quando dois irmãos apaixonados por música e cerveja artesanal decidiram transformar um antigo armazém em um refúgio para a comunidade. A decoração, feita à mão, mistura madeira rústica e luzes de tubo, criando um cenário que convida a ficar horas a fio. O público varia de estudantes universitários a profissionais que buscam um espaço descontraído depois do expediente, mas todos compartilham o mesmo ritual: escolher uma cerveja da torneira, pedir um petisco e deixar a música conduzir a conversa.
Quando o relógio marca 2h da manhã, o bar ainda está cheio. O som do último solo de guitarra se mistura ao tilintar dos copos, e a energia permanece alta. Saio do Matriarca com o gosto ainda presente da espuma da cerveja e o eco das risadas que deixei para trás, já planejando a próxima visita. Cada detalhe, da fachada iluminada ao último gole, conta a história de um lugar que se tornou mais que um bar – é um ponto de encontro onde a música, a bebida e a amizade se encontram.






