É 7h30 numa sexta-feira de inverno e a fila na Sabor de Luna já começa a se formar na esquina da Rua Dr. Freire Alemão. O som das xícaras se encontrando com a bandeja de medialunas ainda quentinhas acompanha o burburinho dos estudantes que atravessam o Mont'Serrat a caminho da universidade. O aroma de café se mistura ao dos pães, criando um ambiente acolhedor.
Ao entrar, o balcão apresenta fileiras de doces. A medialuna, estrela da casa, tem uma crosta que estala ao morder, revelando um miolo macio. O recheio de doce de leite escorre delicadamente, e a primeira mordida traz um contraste de texturas que faz o paladar cantar. "Adoro a medialuna, crocante por fora e macia por dentro". Outro destaque é o alfajor, recheado com doce de leite e coberto de chocolate. "O alfajor tem recheio de doce de leite que derrete".
Mas a Sabor de Luna não se resume a doces. O cardápio inclui o chivito, um sanduíche com carne, queijo, tomate, alface e maionese artesanal. "O chivito é generoso e suculento", destaca um frequentador que volta toda semana. O preço do sanduíche gira em torno de R$ 18, um valor justo para a qualidade dos ingredientes. O ambiente tem mesas de ferro e fotografias antigas nas paredes.
A rotina da padaria se completa com o almoço, quando a fila se alonga e o aroma de pão fresco se mistura ao da parrilla. O entrecôte chega ao balcão acompanhado de batatas e molho chimichurri. "Tudo aqui tem aquele toque de tradição", comentou um visitante que elogiou a atenção do vigilante que recebe os clientes com um sorriso.
Ao fechar às 22h, a Sabor de Luna ainda guarda o eco das conversas. Saio com a sensação de ter vivenciado mais que um simples café da manhã; experimentei um pedaço da vida porto-alegrense, onde cada medialuna conta uma história e cada cliente deixa um rastro de lembrança. Volto sempre, porque ali o tempo parece desacelerar, permitindo saborear cada detalhe.






