É quarta‑feira, 12h30, e a rua Gen. Lima e Silva vibra com o tilintar de talheres e o cheiro de carne assada que invade a calçada. Dentro da Cia da Picanha, o balcão já está cheio de gente que vem da pracinha ao lado, trocando risos enquanto esperam o prato do dia. O ar quente da cozinha mistura fumaça de lenha com o perfume da manteiga derretida, e o som da grelha chiando cria a trilha sonora de um almoço típico gaúcho.
A Cia da Picanha tem um cardápio que gira em torno da carne, mas o que realmente prende a atenção é o entrecot ao molho branco, servido com aipim crocante. O entrecot chega suculento, a carne ainda rosada no centro, coberta por um molho cremoso que tem um leve toque de noz‑moscada. Ao lado, o aipim está dourado, crocante por fora e macio por dentro, quase derretendo na boca. O preço, entre R$ 20 e R$ 40, deixa o prato dentro do que a maioria dos portenhos considera “custo‑benefício honesto”.
Os frequentadores comentam que a quarta‑feira tem um clima especial. Um cliente escreveu que “a polenta fica no ponto, nem muito mole nem muito dura, e combina perfeitamente com o filé à parmegiana que serve aqui”. Outro visitante destacou que “o ambiente é simples, mas o tempero da carne tem aquele toque caseiro que lembra o churrasco de família”. Uma terceira voz, de quem vem sempre com a família, disse que “o atendimento é rápido, a gente chega cedo e ainda tem tempo de dar uma volta no Centro antes de fechar a noite”. Essas falas mostram que a Cia da Picanha não é só sobre comida; é sobre um ponto de encontro onde a rotina ganha sabor.
A história do lugar começa como um pequeno boteco de bairro, fundado por um ex‑churrasqueiro que queria oferecer um corte de picanha de qualidade sem precisar de um salão luxuoso. Hoje, o restaurante mantém sua fachada tradicional e, no interior, o chef ainda corta a carne à vista dos clientes, como sempre. O menu online, disponível em https://ciadapicanha.dvstore.com.br/, mostra que a casa investiu em opções como a milanesa de ovelha, mas o entrecot continua sendo a estrela que atrai quem busca um almoço robusto antes da tarde.
Ao fechar a porta às 14h45, o relógio marca 13h55 e a última mesa ainda está ocupada. O prato final de quem sai é o sorriso satisfeito de quem acabou de provar o molho branco que cobre o entrecot, lembrando o sabor da infância. Voltar à cena inicial, com o cheiro ainda no ar, faz entender por que a fila na quarta‑feira não desaparece. A Cia da Picanha oferece mais que carne; entrega um pedaço da cultura porto‑alegrense, servindo tradição em cada garfada.






