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MASI: jantar com vista no topo do Hotel Nacional

No 30º andar do Hotel Nacional, MASI transforma um pôr‑do‑sol em Rio em um banquete de sabores e aromas que ficam na memória.

A luz dourada do sol se infiltra pelas janelas panorâmicas do 30º andar enquanto eu me acomodo na mesa do MASI, o restaurante que ocupa o rooftop do Hotel Nacional. O barulho distante da cidade se mistura ao tilintar de copos e ao cheiro de manteiga derretida no filé mignon que chega à cozinha. Ao meu lado, um casal de turistas ri, ainda sem saber que o próximo prato vai mudar a forma como eles enxergam a culinária carioca.

O cardápio, acessível via link no menu digital, revela uma proposta que vai do sushi de atum a um nhoque artesanal de batata‑doce, tudo dentro da faixa de R$120 a R$140. O prato que domina a conversa dos garçons é o "Filé Mignon à crosta de pistache", servido em uma travessa de pedra quente. A carne, macia como seda, tem o exterior crocante que estala ao cortar, liberando um perfume de nozes tostadas que se mistura ao toque sutil de manteiga trufada. O preço, R$130, parece justo quando se pensa na vista que acompanha cada garfada.

Uma cliente chamada Ana escreveu: "A primeira mordida me fez fechar os olhos – a crosta estalou, o interior era tão suculento que quase chorei de prazer". Outro visitante, João, comentou nas avaliações: "O sushi de atum aqui tem um frescor que você sente no paladar, como se o peixe fosse pescado na hora". Já o chef Lucas, segundo um review, revelou: "A Pavlova de maracujá nasce da nossa vontade de unir a doçura da fruta com a leveza da merengue, e o resultado é pura leveza". Esses trechos mostram como o MASI conquista tanto pelo prato principal quanto pelos detalhes de sobremesa.

O ambiente, decorado com linhas minimalistas e iluminação que muda conforme o céu escurece, convida a longas conversas. Às 19h, a cidade abaixo acende suas luzes, e o restaurante se transforma em um cenário de cinema. Os frequentadores habituais chegam por volta das 13h para o almoço, mas o verdadeiro espetáculo acontece no jantar, quando a brisa do mar entra pelas portas de vidro. O serviço, rápido e atencioso, acompanha o ritmo dos clientes, sem pressa, permitindo que cada prato seja saboreado com calma.

Ao final da noite, retorno ao meu lugar ao lado da janela, agora com a mesa vazia exceto por um prato de Pavlova ainda quente, coberto por sementes de maracujá que brilham sob a luz baixa. A sobremesa, doce e ácida ao mesmo tempo, encerra a experiência como uma promessa de volta. Saio do MASI com o coração cheio da cidade que se estende abaixo e com o desejo de repetir o ritual – porque aqui, cada refeição é uma história que se conta em sabores e vistas.

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