É meio-dia e o cheiro de carne assada invade a Rua Paulo de Faria. O balcão já está cheio de clientes que seguram copos de chopp gelado, enquanto o som do grelhador acompanha a conversa animada. O clima é de festa informal, com risos que se misturam ao estalo da grelha, e eu me sinto parte de um ritual que acontece todos os dias às 12:30.
O interior do Mania de Churrasco tem um toque de simplicidade: mesas de madeira, um totem de pedidos e um balcão onde o atendente, sempre simpático, troca uma piada enquanto serve as porções. O ambiente tem um clima descontraído, mas com a energia de um bar de carnes. A fila para o chopp costuma ser longa, mas a espera vale a pena quando o garçom traz a primeira rodada de cerveja artesanal.
A estrela do cardápio é a picanha temperada na hora, servida em fatias generosas que ainda mantêm aquele brilho rosado no centro. Cada pedaço tem a crosta levemente caramelizada, o interior suculento, e o sabor de carne de qualidade que lembra um churrasco de domingo em casa. Por R$ 28, a picanha vem acompanhada de farofa crocante e vinagrete fresco, um contraste que equilibra o rico da carne com a acidez da cebola e do tomate.
Para quem busca algo diferente, o hambúrguer vegetariano surpreende. O pão macio abraça um patty de grão-de-bico temperado com especiarias brasileiras, coberto por queijo derretido e maionese de alho. Por R$ 22, o prato entrega uma textura firme por fora e macia por dentro, provando que a casa pensa em todos os gostos. Os clientes comentam que o hambúrguer tem o mesmo “peso” de uma carne, mas com um sabor surpreendente que faz repetir.
Quando o relógio marca 2 da tarde, a movimentação diminui, mas o aroma permanece. Volto ao balcão para um último gole de chopp, observando a equipe fechar o grelhador com a mesma atenção que abriram. A experiência deixa claro por que o Mania de Churrasco se tornou ponto de referência para quem quer carne boa sem frescuras, e por que a picanha aqui ganha quase um status de culto entre os frequentadores.






