É meio-dia, o sol bate na calçada da Rua Paulo de Faria e a fila já começa a se formar diante da fachada do Mania de Churrasco. O cheiro de carne assada invade a avenida, misturando-se ao aroma de pão de alho recém‑tostado. Dentro, o tilintar dos copos de chopp acompanha o burburinho de clientes que já conhecem cada canto do lugar. O totem de auto‑serviço pisca, pronto para receber o próximo pedido, enquanto o atendente, sempre simpático, troca uma piada rápida com quem chega atrasado.
A estrela do cardápio é a picanha na brasa, servida em porções generosas que custam entre R$ 30 e R$ 35. O corte chega ao prato ainda quente, com a gordura levemente crocante e o interior rosado, suculento, quase derretendo na boca. Cada garfada traz o sabor defumado do carvão, o toque de sal grosso e um leve perfume de alecrim que o chef espalha antes de fechar a tampa da grelha. Um cliente escreveu: “A picanha está no ponto, suculenta e temperada, dá vontade de voltar todo dia”. Ao lado, o arroz biro‑biro e a farofa crocante completam a experiência, e o preço se encaixa perfeitamente no intervalo R$ 20–40 que a casa promete.
Para quem prefere algo menos tradicional, o hambúrguer vegetariano surpreende. Feito com um blend de grãos e legumes, vem acompanhado de queijo derretido, cebola caramelizada e maionese de alho. O preço ronda R$ 25 e o sabor conquista até os carnívoros mais fervorosos. “O hambúrguer vegetariano tem textura crocante por fora e macia por dentro, parece carne de verdade”, comentou outra frequentadora. Enquanto isso, o chopp gelado, tirado direto da torneira, acompanha a refeição com seu amargor equilibrado, perfeito para lavar o paladar entre um prato e outro.
Mania de Churrasco nasceu em 2015, quando dois irmãos apaixonados por churrasco decidiram abrir um espaço que trouxesse a tradição do rodízio de carne ao estilo de um bar de bairro. O endereço, R. Paulo de Fava, 133 – Tucuruvi, fica próximo ao shopping local, o que garante um fluxo constante de trabalhadores e estudantes. O interior combina mesas com iluminação, criando um ambiente que convida a longas conversas. “O atendimento é simpático, o totem facilita o pedido e o ambiente tem aquele clima de reunião de amigos”, comentou um cliente.
Ao fechar a conta, o último cliente ainda dá uma última olhada na vitrine, onde a placa neon pisca, lembrando que a brasa nunca apaga. A sensação que fica é de ter participado de um ritual cotidiano, onde a picanha, o chopp e o sorriso do atendente se misturam num sabor que só Tucuruvi oferece. Voltar aqui não é questão de necessidade, é questão de vontade.






