É sábado à tarde, a praça Nossa Sra. Aparecida vibra com o burburinho dos clientes que se alinham na porta do Sapporo. O cheiro de shimeji grelhado e azeite trufado invade a rua, enquanto um grupo de amigos ri alto, aguardando a primeira rodada de sushi. O relógio marca 13h15, e a fila já está se formando, mas a energia é de quem sabe que a experiência será memorável.
Ao entrar, o ambiente revela mesas de madeira escura iluminadas por luzes suaves que destacam o balcão de passagem onde o chef prepara o rodízio. O cardápio à la carte convoca pratos como o petit gateau de matcha, mas o verdadeiro protagonista é o rodízio japonês, servido em pratos circulares que chegam como um festival de sabores. O prato assinatura, o Sashimi de Atum com molho de soja e wasabi fresco, custa R$ 138 e chega em uma travessa de pedra, o peixe cortado finamente, quase translúcido, o toque picante do wasabi corta a doçura natural do atum, criando um contraste que explode na boca. Ao provar, percebo a textura firme do peixe, a frescura que só um fornecedor de primeira pode garantir.
Os comentários dos clientes reforçam o encanto do lugar. Uma cliente escreveu: “Tudo perfeito, do atendimento ao sabor, sinto que estou em um festival gastronômico”. Outro frequentador anotou: “O rodízio foi um festival, cada prato trazia uma surpresa, o shimeji derrete na boca e o azeite trufado eleva tudo”. Um terceiro review destaca: “O serviço via tablet é prático, mas a atenção do garçom ao explicar cada prato faz a diferença”. Essas vozes mostram que o Sapporo não entrega apenas comida, mas uma experiência que se repete noite após noite.
A história do restaurante começa com dois irmãos que, após anos trabalhando em restaurantes de Osaka, decidiram trazer um pedaço do Japão para Moema. Investiram em um forno a lenha para preparar o tempura crocante e em um tablet que permite escolher entre rodízio e à la carte. A escolha de preço entre R$ 120 e 140 reflete a proposta de qualidade sem exagero, atraindo tanto casais em busca de um jantar especial quanto grupos de amigos que querem celebrar um aniversário.
Quando o relógio marca 20h, o movimento diminui, mas a energia permanece. O último prato, um petit gateau de chocolate amargo com sorvete de chá verde, chega à mesa como um final doce e inesperado. Saio do Sapporo ainda sentindo o aroma do shimeji e a lembrança do toque picante do wasabi. A noite em Moema continua, mas agora carrego comigo a certeza de que aquele rodízio japonês foi mais que uma refeição – foi um ritual que vale a pena repetir.






