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Sobá no Quintal: um mergulho no sushi de Campo Grande

No Quintal do Sobá, o aroma de gengibre e arroz quente transforma a noite de quinta-feira num ritual de sabor.

É quinta-feira, 19h30, e a calçada da R. Paraíba vibra com o som de pratos sendo colocados na mesa. Dentro do Quintal do Sobá, o ar carrega o perfume de molho de soja, gengibre ralado e peixe fresco. Um grupo de amigos ri alto enquanto espera o prato que todos pedem: o temaki de salmão, ainda úmido, com a alga crocante que estala a cada mordida.

O restaurante, localizado no Jardim dos Estados, abre apenas à noite, das 18h às 22h30, o que cria um clima intimista. O cardápio, entre R$ 20 e R$ 40, destaca o sushi de atum selado, servido com fatias finas de limão que perfumam o arroz. O sabor do peixe, levemente caramelizado, combina com a textura macia do arroz temperado, enquanto a pitada de wasabi traz o calor que equilibra o prato. Um cliente escreveu: "O sushi de atum aqui tem um toque de limão que faz toda a diferença". Outro visitante destacou: "O yakisoba do Quintal tem o ponto perfeito, o molho abraça cada noodle". Um terceiro elogio menciona a sobremesa: "O pavê de matcha derrete na boca, é a cereja do bolo da noite".

A história do Sobá começa com dois irmãos que estudaram culinária em Tóquio antes de abrir as portas em Campo Grande. Eles trouxeram a tradição do sushi artesanal, mas também inseriram toques regionais, como o sukiyaki de carne bovina local, que aparece no menu como "Sukiyaki da Fazenda", servido com caldo rico e legumes frescos por R$ 35. Os frequentadores retornam não só pela comida, mas pela atenção dos garçons, que explicam cada prato com paciência, e pelo ambiente acolhedor que convida a relaxar.

Ao final da noite, por volta das 22h, o salão ainda pulsa. Um casal de idosos, habitués do local, pede o banoffe de chocolate, descrito no menu como "Banoffe de Matcha", que combina o amargor do chá verde com a doçura do chocolate. A sobremesa chega em um prato, e a camada cremosa se desfaz ao toque da colher. "É como fechar a noite com um abraço quente", comenta um dos clientes, encerrando mais um ciclo de elogios que reforçam a reputação do restaurante.

Quando saio do Quintal do Sobá, a rua ainda está iluminada, e o cheiro de gengibre permanece na memória. A experiência não é apenas comer sushi; é participar de um ritual onde cada detalhe, do molho à música ao fundo, conta uma história. Campo Grande ganha, com esse pequeno templo da culinária japonesa, um ponto de encontro para quem busca autenticidade sem precisar viajar ao Japão. A noite termina, mas o sabor do temaki de salmão ainda ecoa, prometendo a próxima visita.

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