É fim de tarde na Rua Frederico Borges, o sol ainda se arrasta sobre o mar e o ar traz o cheiro de água salgada misturado ao perfume doce dos sorvetes. Dentro da Bellucci Gelateria, a fila já começa a se formar; jovens com fones, casais de mãos dadas e um senhor que sempre pede o mesmo sabor de pistache. O balcão reluz com potes de cores vibrantes, e o som dos colheres batendo nas casquinhas cria uma trilha sonora leve que combina com a brisa.
A história da Bellucci começou há mais de dez anos, quando duas irmãs apaixonadas por gelato italiano decidiram trazer a tradição para Fortaleza. O cardápio hoje oferece opções que vão do clássico chocolate amargo ao ousado maracujá com flor de sal, passando por versões veganas de coco e avelã. O sorvete de maracujá, vendido a R$ 12,00, chega em um pote de vidro transparente; a primeira colher revela um creme aveludado que explode com a acidez da fruta, enquanto os cristais de flor de sal dão um estalo inesperado. Uma cliente escreveu: "O maracujá com flor de sal é divino, nunca senti nada igual".
Os frequentadores retornam por mais do que o sabor. Uma família de quatro gerações conta que a casquinha crocante de chocolate orgânico, R$ 10,00, é o ponto de encontro das conversas pós-jantar. "A casquinha crocante me fez voltar, é impossível não pedir outra", afirmou um jovem estudante. O ambiente interior, com mesas de madeira e música suave ao fundo, faz o tempo passar devagar; até o relógio parece marcar o ritmo dos colheres. Entre as opções, as sorveterias veganas, como a de coco com pedaços de castanha, conquistam quem evita lactose, como relata outra revisora: "Mesmo sendo vegana, encontrei opções deliciosas e cremosas".
Ao fechar as portas às 00:00 de sábado, a Bellucci ainda pulsa. O último cliente, ainda com a colher na mão, comenta que o atendimento é “tudo de bom, o sorriso da equipe faz a experiência ainda mais doce”. A equipe, sempre atenta, oferece colher extra sem cobrar, um gesto que reforça a sensação de comunidade. Por trás do balcão, as irmãs ainda supervisionam a produção, garantindo que cada lote de sorvete siga a mesma receita artesanal que fez o nome ganhar reconhecimento.
Quando a noite finalmente chega, a fachada iluminada da Bellucci Gelateria reflete as luzes da orla, e o aroma doce permanece no ar. Volto para casa com o pote ainda gelado, lembrando das palavras dos clientes e do som das colheres. A experiência não é apenas um sorvete; é um ponto de encontro, um ritual que se repete a cada visita. Fortaleza ganhou, com a Bellucci, um refúgio refrescante onde cada sabor conta uma história.






