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Um canto verde no Benfica: Rango Verde e sua cozinha vegana de aconchego

No meio da rua João Gentil, o aroma de temperos frescos guia clientes ao Rango Verde, onde coxinha de jaca e moqueca vegana redefinem o sabor da comida caseira.

É 8h da manhã e o sol ainda se espreguiça sobre a calçada da Rua João Gentil. O cheiro de alho dourado e coentro picado invade a rua, puxando os primeiros clientes para dentro do Rango Verde. Na mesa ao canto, um grupo de estudantes de nutrição troca ideias enquanto espera o café, e a atendente, com um sorriso simpático, já prepara a primeira ordem do dia: a famosa coxinha de jaca. O barulho suave das panelas se mistura ao som distante de ônibus, criando um cenário cotidiano que, de repente, ganha um toque de novidade vegana.

O Rango Verde nasceu de um sonho de dois amigos que queriam oferecer comida caseira sem ingredientes de origem animal. O cardápio, que varia de R$ 5 a R$ 18, traz pratos que lembram a culinária tradicional do Ceará, mas com criatividade vegetal. O destaque, a moqueca vegana, chega servida, com leite de coco espesso, pimentões coloridos e pedaços de banana da terra que absorvem o caldo aromático. Cada garfada mistura o sabor do dendê com a suavidade da banana, resultando em uma textura cremosa que lembra a versão original, mas sem peixe. Ao lado, a coxinha de jaca, empanada crocante, estala ao ser mordida, revelando um recheio temperado com ervas finas que lembra o frango desfiado, mas com a leveza da fruta.

Os clientes falam alto e claro. Uma cliente de 29 anos escreveu: "A coxinha de jaca aqui é melhor que a de frango, super crocante e cheia de sabor". Outro frequentador, professor universitário, comentou: "A moqueca vegana me fez lembrar das refeições de domingo da minha avó, mas sem culpa". Já um turista de São Paulo anotou: "O bolo de chocolate vegano, R$ 12, é uma explosão de fofura e cacau, perfeito para fechar a refeição". O Rango Verde não é só um restaurante, mas um ponto de encontro para quem busca conforto e descoberta.

O ambiente reflete essa proposta, criando um espaço acolhedor que convida à convivência. O espaço cria um clima íntimo, ideal para quem vem trabalhar ou para quem busca um almoço tranquilo após a aula. O atendimento, simpático e atencioso, reforça a sensação de estar em casa. O preço acessível, dentro da faixa R$ 1–20, permite que estudantes e famílias desfrutem de refeições completas sem pesar no bolso.

Ao fechar a porta às 14h, o aroma ainda paira no ar. A última cliente, ainda com a mão na canela de um pastel de legumes, sorri e diz que voltará na próxima quinta-feira, quando o local abre um menu especial de pratos “Tudo”. O Rango Verde mostra que a comida vegana pode ser saborosa, reconfortante e parte do cotidiano fortalezense, sem precisar de exageros ou pretensões. Se você ainda não provou, basta seguir o cheiro de alho e coentro na Rua João Gentil – a experiência espera por você.

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