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Historic colonial town with red-tiled roofs and churchDestaque

Café Cheirin Bão: o cantinho mineiro que conquistou Salvador

Na esquina da Av. Luís Viana Filho, o Cheirin Bão serve capuccino que cheira a infância e pão de queijo que deixa a fila na rua de pé.

É manhã de sábado, o sol ainda preguiçoso, e a calçada da Av. Luís Viana Filho vibra com o som de conversas descontraídas. Dentro do Cheirin Bão, o ambiente é agradável. Um grupo de estudantes ocupa a mesa perto da janela, rindo enquanto esperam o primeiro gole do capuccino.

Ao chegar ao balcão, o cardápio apresenta diversas opções. O prato que realmente define o lugar é o “Café Mineiro”, uma combinação marcante. A primeira mordida revela um contraste entre o interior macio e a casquinha dourada, e o café tem um sabor marcante. Um cliente escreveu: “O pão de queijo aqui tem a crocância perfeita, e o café me lembra as manhãs da casa da avó.”

A atmosfera não é apenas o cheiro de café. O atendimento destaca-se pela simpatia: “Atendente muito educado, fez meu dia”, relata outra pessoa. A equipe costuma conversar sobre as quintas‑feiras, dia que o local abre mais cedo para a galera que trabalha remoto. Um terceiro comentário menciona: “Volto sempre pelo capuccino, espuma cremosa e sabor intenso, vale cada centavo.” Esses trechos mostram que o que mantém a fila não é só a comida, mas a sensação de ser bem‑recebido, como se estivesse em casa.

O Cheirin Bão nasceu de um sonho de um casal mineiro que trouxe o empório da terra natal para Salvador. Eles adaptaram o cardápio ao paladar baiano, mas mantiveram a essência das receitas de família. O espaço cria um contraste curioso com o clima tropical da cidade. Às 15h, o local se enche de freelancers, artistas e moradores que buscam um refúgio para ler, trabalhar ou simplesmente observar a rua.

Quando o relógio marca 19h, o ambiente se acalma. O barista prepara um capuccino do dia, enquanto a fila aguarda. Saio do Cheirin Bão com a xícara ainda quente, o sabor ainda presente na língua, e a certeza de que aquele cantinho mineiro já faz parte da rotina salvadorenha. Cada visita revela um detalhe novo – um sorriso, um prato – que transforma um simples café em memória viva.

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