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Historic colonial town with red-tiled roofs and churchDestaque

Café Gateiro: onde o ronronar encontra o café em Salvador

Um canto onde o aroma do café se mistura ao miado dos felinos, perfeito para quem busca companhia e sabor na Barra.

É manhã de terça‑feira, 8h15, e a fila na Av. Almirante Marques de Leão já tem gente segurando suas canecas de espresso enquanto alguns felinos se enrolam nos pés dos clientes. O cheiro de grãos recém‑moídos invade o ar, misturado ao perfume doce do banoffee que está sendo servido na vitrine. O sol entra pelas janelas grandes, iluminando o tapete de pelúcia onde os gatos se esparram. A conversa gira em torno de quem vai adotar o próximo ronronador.

Café Gateiro nasceu de um sonho de duas amigas apaixonadas por gatos e por café. Quando abriram as portas, decidiram que o espaço seria mais que uma cafeteria: seria um abrigo temporário para felinos que ainda não encontraram família. O balcão de madeira polida exibe bandejas de pão de queijo vegano ao lado de potes de leite de amêndoas, enquanto a atendente, sempre atenta, oferece informações sobre a história de cada gato. As terças‑feiras são marcadas por sessões de adoção, e o ambiente ganha vida com miados e brincadeiras que fazem o relógio parecer parar.

O prato que faz o nome do lugar, o banoffee, chega à mesa como uma explosão de texturas: a base crocante de biscoito, o doce de leite cremoso, bananas fatiadas e um leve toque de chantilly de coco. Por R$ 12,00, o banoffee transforma um café da manhã comum em um ritual de prazer. Ao lado, o pão de queijo vegano, a R$ 6,00, conquista até os amantes de queijo tradicional, graças ao sabor surpreendente de mandioca e polvilho. Os clientes comentam que a combinação de sabores e a presença dos gatos criam uma experiência que vai além do paladar.

“Adoro passar as terças‑feiras aqui, os gatinhos são adoráveis e o banoffee é divino” escreveu Ana, em uma avaliação de 2023. Já Carlos destacou: “O ambiente é acolhedor, o atendimento super atencioso, e o pão de queijo vegano me surpreendeu”. Mariana, que adotou seu primeiro gato no Café Gateiro, escreveu: “Além do café excelente, encontrei meu companheiro de quatro patas. Cada visita é uma festa de miados e sorrisos”. Essas vozes mostram que o lugar não vende apenas bebida, mas momentos que ficam na memória.

Ao fechar a tarde, por volta das 19h, o movimento diminui, mas o barulho dos gatos continua. O sol poente pinta a fachada de dourado, e a última xícara de cappuccino ainda tem espuma que lembra nuvens. Saio carregando o aroma do café e o eco dos ronronados, já planejando a próxima visita para descobrir qual gato vai escolher para um novo lar. Café Gateiro não é apenas um ponto no mapa; é um refúgio onde o amor pelos felinos e o prazer do café se encontram em cada detalhe.

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