É sábado, 10h da manhã, e a fila já se forma em frente à Casa Castanho, na Barra. O cheiro de massa recém-assada, com notas cítricas de tangerina, invade a rua enquanto o barulho das conversas se mistura ao som distante das ondas. Jovens atletas, famílias e freelancers ocupam as mesas ao ar livre, cada um com um copo de suco verde na mão, esperando o primeiro prato.
Dentro, o balcão de madeira exibe uma vitrine de waffles dourados, tostadas crocantes e pães de queijo ainda fumegantes. O prato que atrai os olhares é o "Waffle de Tangerina com Creme de Ricota", servido por R$ 32. A massa leve, levemente caramelizada, contrasta com o creme aveludado e o toque ácido da calda de tangerina. Um cliente escreve: "O sabor é inesperado, a doçura da fruta equilibra a textura macia do waffle, simplesmente perfeito". Outro revisita o local para provar a "Tostada de Abacate com Ovo Pochê", que custa R$ 28; ele comenta: "A torrada crocante, o abacate cremoso e o ovo mole criam uma explosão de sabores que me faz voltar toda semana".
A história da Casa Castanho começa em 2018, quando um grupo de amigos decidiu transformar uma antiga padaria da Barra em um espaço de brunch que abraçasse opções veganas e saudáveis. O cardápio, disponível online, destaca combinações como "Combo Vegan" com smoothie de frutas vermelhas e torrada integral, tudo dentro da faixa de preço de R$ 20 a R$ 40. Clientes recentes elogiam o atendimento: "Os atendentes são super atenciosos, lembram seu nome e sugerem o prato do dia, que sempre surpreende".
O ambiente combina o charme de uma cafeteria tradicional com toques modernos – mesas de ferro, plantas suspensas e uma jukebox que toca bossa nova ao entardecer. À medida que o almoço avança, a clientela muda: grupos de amigos chegam para o "Combo Brunch", enquanto trabalhadores locais aproveitam o Wi‑Fi rápido para uma pausa produtiva. O barista costuma preparar um café espresso encorpado que, segundo um cliente, "tem o ponto exato, nem amargo nem fraco, perfeito para acompanhar o pão de queijo recheado".
Ao fechar as portas às 20h, o cheiro de café ainda paira no ar. Volto ao local às 19h30, quando o sol pinta o céu de laranja, e percebo que a Casa Castanho não é apenas um lugar para comer, mas um ponto de conexão onde sabores, conversas e memórias se entrelaçam. Cada visita revela um detalhe novo – a textura crocante da tostada, o sorriso do atendente, a brisa da Barra – e deixa a certeza de que o brunch aqui é, de fato, uma experiência que vale a pena repetir.






