É 12h30 de sábado e o sol ilumina a Casa do Comércio, na Av. Tancredo Neves O ambiente da cozinha aberta é movimentado, enquanto estudantes de gastronomia circulam entre mesas de madeira. Um casal de idosos ocupa a mesa da janela, rindo enquanto esperam o prato do dia, e ao fundo há conversas. A energia é descontraída, com um ritmo característico de um restaurante universitário, onde estudantes aprendem, experimentam e servem ao mesmo tempo.
No cardápio, o destaque vai para a moqueca de peixe, um prato tradicional da culinária baiana. O prato chega quente, com caldo que cobre o arroz e o peixe desfaz‑se ao toque do garfo. Por R$ 32, a moqueca traz o equilíbrio perfeito entre o sabor do mar e a leveza da culinária baiana. Outra escolha frequente é o peixe à dorê, acompanhado de batatas e um molho tártaro; o preço de R$ 28 agrada quem busca uma refeição completa. Os pratos são acompanhados por sobremesas, como o pudim de leite condensado que encerra a refeição de forma doce.
Um visitante que voltou três vezes descreve o ambiente como acolhedor, a comida saborosa e o preço justo; outra avaliação elogia o atendimento dos alunos, sempre atencioso e cheio de energia. Um terceiro comentário destaca a variedade do buffet, mencionando que "há opções para todos, dos pratos tradicionais às opções vegetarianas". Essas palavras revelam o que mantém a clientela fiel: a combinação de qualidade gastronômica, preço acessível e o toque humano dos futuros chefs que ainda estão no Senac.
A Casa do Comércio surgiu para servir a comunidade acadêmica e o público externo. O prédio foi restaurado e hoje abriga salas de aula, laboratórios e o restaurante que funciona como laboratório vivo. Durante a semana, o horário de almoço vai das 12h às 15h, enquanto aos sábados abre das 19h às 23h, oferecendo um jantar mais descontraído. A localização no Caminho das Árvores atrai tanto estudantes quanto moradores da região, que apreciam o ambiente enquanto saboreiam a comida.
Ao final da visita, o sol já começa a se pôr e o restaurante se ilumina. O casal de idosos já terminou a sobremesa, trocando sorrisos e prometendo voltar na próxima semana. Eu deixo a Casa do Comércio com a sensação de ter participado de algo maior que uma simples refeição – um espaço onde a tradição baiana encontra a energia de quem está aprendendo a cozinhar. Se ainda não conhece, basta seguir a cozinha ao virar a esquina da Av. Tancredo Neves.






