É sexta à noite, a avenida Júlio de Castilhos vibra com o som de conversas e o aroma de arroz quente que escapa da porta do IOSHI Japanese Food. Na mesa ao lado, um casal ri enquanto o garçom desliza um prato de sashimi de salmão sobre a toalha. O barulho dos talheres contra a cerâmica marca o início do rodízio, e eu já sinto o calor da cozinha aberta, onde o chef maneja o fogão a gás como um maestro.
O IOSHI nasceu de um sonho de dois irmãos que estudaram gastronomia no Japão e decidiram trazer o conceito de rodízio à Caxias. O espaço combina um balcão de bar, onde clientes pedem drinks de saquê, e uma área de mesas que lembra um izakaya tradicional. O cardápio, que varia entre R$ 80 e R$ 100, destaca o temaki de atum por R$ 38, o sashimi de salmão por R$ 45 e o inesperado brownie de chá verde por R$ 22, que aparece como sobremesa surpresa ao final da noite. O brownie, denso e levemente amargo, derrete na boca e deixa um rastro de matcha que equilibra a doçura.
Os frequentadores voltam pelo ritmo descontraído e pela qualidade constante. Uma cliente escreveu "Tudo" em sua avaliação, resumindo a sensação de plenitude que o local entrega. Outro visitante descreveu o ambiente como um "festival" de sabores, elogiando a variedade de sushis e a rapidez do serviço. Já um crítico local destacou o "ambiente" acolhedor, mencionando que o barulho da cozinha ao vivo cria uma energia que faz o jantar parecer uma celebração. As palavras dos clientes revelam que o IOSHI não é só comida boa; é um ponto de encontro onde a conversa flui tão livremente quanto o shimeji que acompanha o prato principal.
Ao chegar perto das 10 PM, a fila na entrada diminui e o salão ganha um ar mais íntimo. As luzes lançam sombras suaves sobre as mesas de madeira, e o cheiro de peixe grelhado se mistura ao perfume do gengibre em conserva. Nesse momento, o prato de rodízio chega ao seu clímax: um prato de ceviche de peixe branco, temperado com limão siciliano e pimenta rosa, servido em uma tigela de cerâmica. Cada garfada traz a acidez que corta a gordura do peixe, enquanto a textura crocante do shimeji adiciona contraste. É impossível não fechar os olhos e deixar o sabor dominar.
Quando a noite se encaminha para o fim, o brownie de chá verde aparece novamente, agora acompanhado de uma bola de sorvete de baunilha. O contraste quente-frio encerra a experiência como um abraço. Saio do IOSHI às 11 PM, ainda sentindo o eco das risadas e o sabor persistente do shoyu. O restaurante não é apenas um lugar para comer; é um espaço onde a cultura japonesa se mistura ao cotidiano de Caxias, criando memórias que ficam para a próxima visita.






