É uma manhã de sábado, 10h45, e o sol ainda se espreguiça sobre as casas do Benfica. Ao entrar no Mandir Restaurante Vegano, percebo o aroma da cozinha. Dentro, o balcão de madeira exibe os pratos, e a fila de clientes — estudantes, trabalhadores e famílias — se estende até o canto da cozinha aberta. Há música de fundo e o tilintar de talheres.
O Mandir nasceu do sonho de dois amigos que queriam trazer a culinária vegana de inspiração asiática para Fortaleza. Na parede, há uma foto antiga que mostra o primeiro dia de funcionamento, com um banner escrito "Mantra da Paz". O cardápio, acessível via WhatsApp, oferece opções que vão do tradicional "Arroz de coco com legumes" ao "Tempeh ao molho de amendoim". O prato que mais chama atenção é a feijoada vegana, servida com arroz integral, couve crocante e farofa temperada. O preço fica na faixa de R$ 1–20, tornando‑a acessível para quem vem todos os dias.
Os comentários dos clientes revelam a essência do lugar. Uma cliente escreveu: "Tudo aqui tem tempero de paz, a feijoada me fez chorar de felicidade". Outro visitante comentou: "O ambiente é educado, o mantra do restaurante realmente se sente no prato". Um terceiro relato destaca: "Voltei para experimentar o doce de banana, e ele era como um manjar celestial". Essas vozes mostram que o Mandir não é só comida, mas um ponto de encontro onde a comunidade se sente acolhida e respeitada.
A experiência se aprofunda ao observar o ritmo da cozinha. O chef, de chapéu simples, corta o tofu com precisão. Às 13h, a hora do almoço traz trabalhadores que pedem o "prato feito vegano" – arroz, feijão preto, legumes grelhados e molho de tahine. A fila diminui, mas as conversas continuam.
Ao sair, já são 15h30 e o sol está mais intenso. Levo comigo a lembrança da refeição ao sair. O Mandir mostrou que, mesmo em um bairro tradicional, a culinária vegana pode ser vibrante, acessível e cheia de histórias para contar. Se você ainda não cruzou a porta, espere o próximo sábado e deixe o cheiro de especiarias guiá‑lo até a mesa.






