É 19h30 de uma terça‑feira na Cascatinha. O salão do Kajiki Sushi vibra com o som de conversas baixas, o chiado da grelha de yakisoba e o perfume de algas nori que se mistura ao perfume de shoyu. Na barra, o sushiman prepara nigiris com a mesma precisão de um artesão, enquanto eu observo o movimento de mesas cheias de grupos de amigos, casais e alguns executivos que chegam direto do trabalho.
O que realmente prende a atenção aqui é o rodízio de sushi, a estrela que faz o Kajiki ser tão falado. Por R$ 79, o prato executivo traz 12 peças de nigiri, 8 sashimis e um temaki de salmão com cream cheese e cebolinha. O salmão, cortado em lâminas finas, derrete na boca, deixando um toque amanteigado que contrasta com a acidez do vinagre de arroz. Ao lado, o temaki estala ao ser mordido, a crocância da alga se mistura ao recheio cremoso, criando um equilíbrio que faz o paladar cantar. "O temaki de salmão aqui é o melhor que já provei em Minas", escreveu Ana Paula em sua avaliação de 2023.
Mas o Kajiki não vive só do rodízio. Os clientes retornam pela variedade de drinks, especialmente o sakê premium servido gelado, que acompanha perfeitamente o shimeji grelhado com manteiga de alho. "O sakê tem um sabor delicado, mas marcante, e combina muito bem com o shimeji", comentou Carlos, que frequenta o local toda sexta‑feira. O atendimento também ganha elogios: a equipe, liderada por um gerente carismático, lembra nomes e preferências, oferecendo um toque de simpatia que faz a diferença. Uma review destacou: "A atendente sempre recomenda o prato do dia e ainda conta curiosidades sobre a origem dos peixes".
A história do Kajiki começou há dez anos, quando dois irmãos apaixonados pela culinária japonesa decidiram abrir um espaço que trouxesse a experiência de um izakaya de Tóquio para Juiz de Fora. A escolha da Av. Dr. Paulo Japiassú Coelho, 267, foi estratégica: a rua movimentada da Cascatinha atrai tanto moradores locais quanto estudantes da UFJF. O interior combina madeira escura, iluminação suave e um balcão de aço inox que reflete a luz dos lanternas penduradas, criando um clima intimista que convida a ficar mais tempo.
Ao final da noite, quando o último cliente ainda saboreia um nigiri de atum, percebo que o Kajiki Sushi não é apenas um restaurante; é um ponto de encontro onde a tradição japonesa se funde ao jeito mineiro de receber bem. O cheiro persistente de peixe grelhado, o som das facas cortando o arroz e os risos que ecoam pela sala formam uma memória que levo comigo ao sair para a rua fria de Juiz de Fora. Se você ainda não experimentou, vá na próxima terça‑feira, peça o rodízio e deixe o sabor falar por si.






