É fim de tarde na Praia do Canto, o sol já se pondo, e o som das ondas mistura‑se ao tilintar de garrafas. Dentro da Forneria Roma, a fila de clientes forma um pequeno semáforo humano; alguns seguram sacolas de compras do shopping ao lado, outros chegam direto da caminhada pela orla. O ar carrega o perfume da massa recém‑esticada, do alho dourado e do queijo derretendo, enquanto a equipe abre o forno a lenha com um estalo que faz o coração acelerar.
A história da Forneria começa com dois irmãos que estudaram culinária na Itália e decidiram trazer o forno a lenha para Vitória. Hoje, o cardápio tem destaque para a Pizza de Berinjela, coberta por rodelas finas de berinjela grelhada, muçarela de búfala e um fio de azeite extra virgem. A primeira mordida entrega a crocância da base, seguida pela suavidade da berinjela que quase derrete na boca; o preço, R$ 18, deixa o prato acessível para quem vem depois do trabalho. Outro clássico é a Margherita, simples mas perfeita: molho de tomate San Marzano, manjericão fresco e mozzarella, tudo por R$ 16. Os clientes falam que a massa tem “textura leve, quase como um pão de forma, mas com aquele toque de ferro do forno”, e que o molho tem “sabor de tomate que lembra o verão da Sicília”.
Três comentários se destacam. Um cliente escreveu: "Tudo italiano, sabor de verdade". Outro destacou o preço: "Preço justo, vale cada centavo". Uma terceira voz elogiou a variedade: "Lasanha de dar água na boca, não perca". Esses trechos revelam o que faz o lugar especial – a combinação de qualidade e preço que agrada tanto quem vem para um almoço rápido quanto quem busca um jantar mais demorado. A Forneria também serve um suspiro de Nutella que, segundo quem provou, tem “cremosidade que derrete na língua”.
O interior da pizzaria tem um charme discreto: mesas de madeira clara, luzes amarelas que criam um clima aconchegante, e um balcão onde o pizzaiolo gira a massa ao som de músicas italianas antigas. Às 7 h da manhã, o local ainda está fechado, mas às 10 h as portas se abrem e logo a praça de alimentação ao lado se enche de estudantes e trabalhadores que pedem uma fatia antes de começar o dia. No sábado, o horário encurta‑se até às 15 h, mas o movimento não diminui; a fila permanece, prova de que a Forneria Roma tem um público fiel que retorna semana após semana.
Quando a noite chega e as luzes da rua se acendem, o cheiro de pizza continua a se espalhar pela avenida. Volto ao balcão, peço outra fatia de berinjela, agora acompanhada de uma cerveja artesanal local. Enquanto saboreio, percebo que a experiência vai além da comida: é o barulho das conversas, o sorriso dos garçons, a sensação de estar em um cantinho italiano dentro de Vitória. A Forneria Roma não é apenas um lugar para comer; é um ponto de encontro onde a tradição italiana encontra a energia da praia, e cada visita deixa a promessa de mais um pedaço de felicidade.






