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NATU: a experiência japonesa contemporânea em Candeias

Um jantar na NATU transforma a rua da Granja em um refúgio de sabores japoneses, onde o aroma do peixe fresco e o calor da cozinha aberta criam memórias que ficam além da conta.

É 19h30, a rua da Granja vibra com o som de carros que passam e o perfume de churrasco distante. Dentro da NATU, as mesas de madeira recebem um grupo de amigos que chega ainda sorrindo, já acostumado ao barulho suave das lâminas de sushi sendo afiadas ao fundo. O ar traz a leveza do gengibre em conserva e o toque adocicado do molho teriyaki que escapa da cozinha aberta, onde o chef monta os pratos como quem pinta um quadro.

A primeira coisa que chama atenção é o sushi de atum com espuma de yuzu – R$ 68. O peixe, quase translúcido, derrete na boca, enquanto a espuma acrescenta uma acidez cítrica que corta a gordura do arroz. O prato chega em um prato simples, contrastando com a cor viva do peixe. Um cliente escreveu: “Prato divino, sabor que surpreende a cada mordida”. Outro visitante comentou: “Ambiente aconchegante, a atmosfera faz você esquecer que está em Candeias”. E ainda há quem diga: “A comida japonesa aqui tem um diferencial que não encontro em nenhum outro lugar da cidade”.

O cardápio, disponível em https://cardapi.us/natu, mistura clássicos como sashimi de salmão (R$ 55) com criações autorais como o ramen de miso com carne de wagyu (R$ 78). O ramen, servido em uma tigela, tem caldo aveludado que deixa um leve calor na garganta, e o wagyu, fatiado finamente, se desfaz como manteiga. A cozinha funciona 24 horas de segunda a sexta, o que faz da NATU um ponto de encontro para quem busca jantar tarde ou um café da manhã tardio depois de uma noite de festa.

A história do restaurante começa quando o chef, formado em Tóquio, decidiu trazer ao interior baiano a ideia de um espaço que combina tradição e inovação. A fachada permite que a rua veja o movimento da cozinha, criando uma sensação de transparência que reflete a filosofia do chef: nada de pretensões, apenas comida feita com respeito ao ingrediente. Os frequentadores retornam não só pelos pratos, mas pela sensação de estar em um lugar onde cada detalhe – da música baixa ao serviço rápido mas atencioso – contribui para uma experiência completa.

Ao sair, a noite já esfriou, mas o calor do interior da NATU permanece. O cheiro de gengibre ainda paira, misturado ao leve perfume da soja que acompanha o temaki de camarão (R$ 45). Você sai com a certeza de que, se voltar a Candeias, a primeira parada será essa porta de vidro que guarda um pedaço do Japão no coração da Bahia.

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