É 13h de uma sexta-feira quente, e a fila se forma na entrada do Carnivore, na Av. Rep. Argentina, 1004. O som das facas batendo nas tábuas se mistura ao cheiro de fumaça de madeira, enquanto o garçom, com sorriso largo, entrega um copo de água gelada a quem chega. O balcão está repleto de bandejas de carnes que brilham sob a luz do interior, e eu já sinto a expectativa crescer ao ver o prato de brisket pronto para ser servido.\n\nAo sentar, o cardápio revela que tudo está entre R$20 e R$40, mas o que realmente chama atenção é o brisket de 300g, servido com molho de chimichurri e batatas rústicas. O primeiro corte revela uma crosta caramelizada, interior macio que se desfaz ao toque do garfo, e um sabor que combina fumaça, doce e um leve toque de pimenta. "O brisket aqui é simplesmente inesquecível", comenta Ana, que volta toda semana. O prato custa R$38, um preço justo para a qualidade que chega ao paladar.\n\nOs frequentadores falam do ambiente descontraído, da música ao vivo que toca jazz suave nas tardes de quinta a domingo, e do atendimento que, segundo Carlos, "é rápido, mas nunca apressado". A linguiça artesanal, temperada com alho e ervas, acompanha o prato principal por R$22, e o pulled pork, desfiado à perfeição, vem com molho barbecue por R$34. Cada garfada traz uma textura diferente – a crocância da pele, a maciez da carne, o contraste das batatas douradas. "É o melhor pulled pork que já experimentei", afirma Mariana, citando a generosidade das porções.\n\nO Carnivore nasceu como um pequeno ponto de churrasco na década de 2000 e, ao longo dos anos, evoluiu para um buffet de carnes onde o cliente escolhe o que quiser, quantas vezes quiser. A história do proprietário, que começou vendendo carne em feiras, ainda ecoa nas paredes decoradas com fotos antigas da Vila Izabel. Essa herança traz um sentimento de comunidade; os clientes se reconhecem, trocam dicas de temperos e celebram festas de aniversário ao som da carne assando. O restaurante abre das 11h às 23h de segunda a sábado e até 22h aos domingos, perfeito para quem chega depois do trabalho ou para um brunch tardio.\n\nQuando o relógio marca 19h, o movimento começa a diminuir, mas o aroma permanece. Eu me levanto, ainda com o sabor da carne ainda na boca, e observo o último cliente saborear o pastrami, que custa R$36, servido com mostarda dijon. A sensação de ter participado de um ritual gastronômico se mistura com a promessa de voltar. O Carnivore não é só um lugar para comer carne; é um ponto de encontro onde cada corte conta uma história e cada cliente deixa um pedaço de si mesmo.
DestaqueCarnivore no Boulevard Curitibano: o paraíso da carne em Curitiba
Um almoço vibrante no Carnivore, onde o aroma de carne assada domina a Av. Rep. Argentina e os clientes se rendem ao brisket suculento.
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