Às 7h da manhã, a calçada da Rua Presidente Pádua Fleury ainda respira o frescor da cidade, mas dentro do Restaurante Chinatown já se sente o perfume de molho de soja e gengibre. O balcão de madeira recebe clientes em pijama de trabalho, estudantes com mochilas e um senhor que sempre pede o mesmo prato. O tilintar das panelas acompanha o murmúrio das conversas, criando um ritmo que anuncia o almoço que se aproxima.
O prato que faz o nome do restaurante ganhar vida é o Frango Xadrez, servido em um prato de cerâmica branca por R$12,00. Cubos de peito de frango ficam dourados por fora, macios por dentro, e se misturam a pimentões coloridos, amendoim crocante, cebola roxa e molho levemente adocicado. Cada garfada traz o contraste do crocante do amendoim com a suavidade do frango, enquanto o toque de pimenta desperta o paladar sem dominar. Um cliente escreveu: “O frango xadrez aqui tem o ponto certo, o molho abraça cada pedaço”. Outro visitante comentou: “A combinação de pimentão e amendoim faz tudo ficar ainda melhor”. Uma terceira voz acrescentou: “É o prato que me faz voltar toda semana”.
Restaurante Chinatown abriu suas portas em 2010, trazido por um casal de imigrantes que queriam trazer um pedacinho da China para o bairro Hauer. O cardápio, que varia entre R$1 e R$20, inclui yakissoba de camarão (R$15,00), frango frito crocante (R$10,00), banana caramelizada com sorvete (R$8,00) e rolinho primavera (R$9,00). O ambiente tem paredes com painéis de bambu e lanternas vermelhas que lançam luz quente, criando um clima confortável para quem vem depois da aula ou do trabalho. Uma revisão recente destaca: “O buffet livre tem opções para vegetarianos e ainda mantém o sabor tradicional”.
Durante o pico do almoço, por volta das 13h, a fila na entrada se estende até a calçada, mas o atendimento continua rápido. O yakissoba de camarão chega fumegante, com macarrão al dente que absorve o caldo de frutos do mar, e o cheiro de alho e óleo de gergelim preenche o ar. Uma crítica de blog local escreveu: “O yakissoba aqui tem a textura que eu procuro, nem mole nem duro”. O frango frito, servido com molho de pimenta agridoce, atrai quem busca crocância, e um cliente anotou: “A crocância do frango combina perfeitamente com o molho, nada gorduroso”. A sobremesa de banana caramelizada, coberta com sorvete de creme, fecha a refeição com doçura que não pesa.
Quando o relógio marca 15h30 e a última bandeja de sushi é recolhida, o cheiro de gengibre ainda paira e o eco das risadas permanece. Saio do Restaurante Chinatown com o bolso leve e a barriga satisfeita, lembrando do primeiro garfo de frango xadrez que me fez entender por que esse lugar virou ponto de encontro de quem busca comida chinesa autêntica sem gastar muito. A rua continua movimentada, mas dentro do restaurante o tempo parece desacelerar, permitindo que cada visita se torne uma pequena celebração de sabor.






