É 19h45 numa sexta-feira e a rua Zonardy Ribas vibra com o som de conversas ao ar livre. O cheiro de alho e camarão grelhado invade o ar, misturando-se ao frescor da brisa que desce do parque próximo. Na mesa ao lado, um casal ri enquanto aguarda a primeira rodada de petiscos. O Rubiane Frutos do Mar já está cheio, mas ainda há espaço para quem chega sem pressa, buscando o ritual da noite curitibana.
O cardápio, acessível pelo link no próprio site, tem como estrela a moqueca de camarão, R$ 58, servida em panela de barro que exala aromas de dendê, coentro e pimentas. O caldo, denso e aveludado, abraça o camarão que ainda mantém a firmeza da carne, enquanto pedaços de banana-da-terra acrescentam um toque adocicado que contrasta com o leve ardor da pimenta. Cada colherada traz o balanço do mar, a tradição baiana reinterpretada com frescor local. Outro prato que não passa despercebido é a casquinha de siri, R$ 42, crocante por fora e cremosa por dentro, coberta por um leve gratinado de queijo que derrete ao toque da colher.
Os frequentadores comentam que o Rubiane tem um “recepção calorosa” que faz o cliente se sentir em casa. Um cliente escreveu: “A primeira vez que experimentei a moqueca, senti o sabor da costa, e voltei na semana seguinte para provar a casquinha de siri, que é simplesmente irresistível.” Outro relato destaca o ambiente: “O bar de peixes ao fundo cria um clima descontraído, perfeito para um happy hour depois do trabalho.” Uma terceira opinião menciona o serviço: “A equipe conhece cada prato, recomenda a melhor combinação de vinhos e ainda lembra do seu nome na próxima visita.” Essas vozes dão vida ao lugar, mostrando que o Rubiane não é só comida, mas ponto de encontro para quem valoriza qualidade e atenção.
A história do Rubiane começa há mais de duas décadas, quando os fundadores, apaixonados por frutos do mar, decidiram trazer ao interior a mesma frescura que se encontra nos mercados de peixe de Florianópolis. O restaurante mantém um estoque diário de camarões, mexilhões e peixe fresco, recebidos nas primeiras horas da manhã. Essa logística garante que o prato do dia, seja o risoto de camarão ou o strogonoff de peixe, chegue à mesa com sabor autêntico. A escolha de manter o cardápio à la carte permite que cada cliente crie sua própria jornada gastronômica, combinando entradas, pratos principais e sobremesas como a tradicional cocada cremosa, R$ 15.
Ao final da noite, quando o relógio marca 22h30, o Rubiane ainda pulsa. As luzes amareladas realçam o brilho dos azulejos da parede, e o som de garfos contra pratos cria uma sinfonia familiar. Volto ao meu lugar preferido, ao canto perto da janela que enquadra a rua iluminada, e peço mais uma porção de casquinha de siri para fechar a noite. O sabor ainda está lá, lembrando que a boa comida tem o poder de transformar um simples jantar em lembrança duradoura.






